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200 navios presos em Ormuz após ataque dos EUA a navio iraniano
Teerã, Irã – O Estreito de Ormuz entrou no sexto dia de paralisação depois que um submarino norte-americano atingiu um navio de guerra iraniano perto do Sri Lanka, incidente revelado em transmissão da Band. A rota, que escoa quase um quinto do petróleo do planeta, agora concentra cerca de 200 embarcações imobilizadas, elevando o risco de desabastecimento e disparada de preços.
- Em resumo: 200 petroleiros e cargueiros aguardam liberação, enquanto Irã e EUA trocam ameaças na principal artéria energética do mundo.
Por que o gargalo ameaça o abastecimento?
A hidrovia de apenas 33 km de largura é a única saída marítima para os barris produzidos no Golfo. Segundo dados da Agência Internacional de Energia, 21% do petróleo comercializado globalmente passou por Ormuz em 2025. Qualquer interrupção prolongada pressiona estoques e amplia a volatilidade do mercado futuro.
Nesta semana, Catar suspendeu totalmente a produção de gás, enquanto Iraque e Arábia Saudita reduziram bombeamento por falta de espaço de armazenamento. Analistas lembram que, em 2019, tensões semelhantes já haviam provocado salto de 14% no Brent em questão de horas.
“As seguradoras triplicaram os prêmios para navios que se aventurarem na área”, afirmou uma corretora marítima ouvida pela Reuters.
Escalada militar e choque nos preços
O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu escolta naval gratuita a petroleiros aliados, medida que tenta conter a alta, mas que também aumenta o risco de confronto direto. Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária declarou ter “controle total” de Ormuz, retórica que costuma anteceder bloqueios temporários.

Historicamente, o último bloqueio completo do estreito ocorreu na guerra Irã-Iraque (década de 1980) e fez o barril quase dobrar de valor em seis meses. Especialistas lembram que, além do petróleo, grande volume de gás natural liquefeito do Catar também depende da passagem, o que pode impactar termelétricas na Ásia e na Europa.
O que você acha? A tensão no Golfo pode influenciar o preço dos combustíveis no Brasil? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
