Rabat (Marrocos) – A seleção brasileira de atletismo paralímpico empilhou 44 pódios nos dois primeiros dias do Grand Prix local, assumindo com folga a ponta do quadro de medalhas e reforçando o status de potência mundial da modalidade.
- Em resumo: Brasil soma 29 ouros, 10 pratas e 5 bronzes até agora – desempenho superior ao de 2025.
Por que esse saldo chama atenção
Desde a chegada a Rabat, o time comandado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) não saiu do topo. A marca de 29 ouros em apenas dois dias já supera o total de primeiro lugar obtido por muitas delegações em etapas inteiras, segundo dados da World Para Athletics.
A amapaense Wanna Brito, por exemplo, levou o ouro no arremesso de peso F32 com 7,64 m, enquanto a paulista Giovanna Boscolo ficou com a prata (5,53 m). Nos 200 m T12, a capixaba Lorraine Aguiar cravou 24s78 e fez dobradinha verde-amarela com a potiguar Clara Daniele (25s35).
“Estou um pouco cansada, mas feliz de estar neste Grand Prix aqui no Marrocos. Espero fazer ainda melhor na prova dos 400 m”, disse Lorraine Aguiar.
Impacto rumo aos Jogos de 2028
O resultado reforça a curva ascendente vista no último Mundial, em Nova Déli (2025), quando o Brasil fechou em primeiro pela primeira vez com 15 ouros. Ainda assim, o salto obtido em Rabat é expressivo: já são quase o dobro de vitórias em relação àquela campanha.
Para efeito de comparação, na Paralimpíada de Paris-2024 o país fechou a participação geral (todas as modalidades) com 22 ouros, sétimo no quadro final. Caso mantenha o ritmo atual, a equipe de atletismo tem potencial de contribuir de forma decisiva para que o Brasil recupere posição entre as cinco nações mais premiadas, patamar alcançado em Londres-2012.
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Crédito da imagem: Divulgação