Silverstone, Reino Unido – A crise técnica que jogou a Aston Martin para o fim do grid em 2026 não abalou a confiança de boa parte da torcida em Fernando Alonso. Pesquisa recente indica que 37,5% dos fãs defendem a permanência do bicampeão na Fórmula 1, apesar dos dois abandonos e zero ponto conquistado nas três primeiras provas.
- Em resumo: Mesmo na 21ª posição, Alonso mantém o apoio de mais de um terço dos torcedores, enquanto a Aston Martin amarga a lanterna dos construtores.
Por que os fãs ainda apostam no espanhol
Alonso, que completa 45 anos em julho, é o piloto em atividade com mais GPs disputados. Segundo dados oficiais da Fórmula 1, somente três campeões mundiais continuaram correndo acima dos 45 anos nas últimas quatro décadas. A longevidade e o histórico de reviravoltas – como o pódio inesperado no Bahrein em 2023 – alimentam a crença de que o espanhol possa repetir feitos passados quando o novo regulamento de motores entrar em vigor.
Outro ponto é a exibição televisiva: a temporada 2026 segue com transmissão aberta pela Band, o que garante visibilidade e engajamento nacional mesmo em fim de pelotão.
“Preciso ver como me sinto, o quanto estou motivado”, disse Alonso, deixando claro que só decidirá o futuro quando enxergar evolução no AMR26.
O AMR26 no centro da tempestade
A parceria recém-iniciada com a Honda gerou vibrações crônicas no chassi, problema que surgiu já na pré-temporada e se repete em corrida. O resultado é um carro instável, fazendo a equipe dividir a última posição com a estreante Cadillac.
Para agravar, o teto orçamentário imposto pela FIA limita correções profundas no curto prazo; estatísticas do Cost Cap mostram que ajustes estruturais costumam levar de quatro a seis etapas para gerar ganho mensurável. Internamente, prevalece a linha de que qualquer avanço até o GP da Emília-Romanha será decisivo para que Alonso adie – ou antecipe – a aposentadoria.
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