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49 anos de prisão por morte de bebê abala Fortaleza
FORTALEZA (CE) – Na última segunda-feira, a 3ª Vara do Júri aplicou uma pena de 49 anos, 6 meses e 26 dias ao jovem Antônio Gustavo Paiva Ribeiro pela execução de um bebê de nove meses e pela tentativa de homicídio de outras duas pessoas durante um ataque armado no bairro Pici, em agosto de 2022.
- Em resumo: criança foi atingida no colo do pai em meio a rajada de tiros motivada por guerra entre facções.
Por dentro do julgamento: o que pesou na sentença
O Conselho de Sentença aceitou todas as teses do Ministério Público, que enquadrou o réu em homicídio qualificado, dupla tentativa de homicídio e participação em organização criminosa armada. A qualificadora de impossibilidade de defesa da vítima – um bebê – agravou a pena.
De acordo com os autos, Gustavo e comparsas abriram fogo sem alvo definido. A retaliação buscava “marcar território” horas depois da morte de um integrante da mesma quadrilha, estratégia frequente em disputas descritas no Atlas da Violência 2023.
“Os atiradores não tinham um alvo específico”, apontam as investigações anexadas ao processo.
Disputa de facções e impacto no Pici
O Pici integra um corredor urbano onde, só em 2023, a Secretaria da Segurança registrou mais de 80 ocorrências ligadas a facções. Especialistas explicam que ações aleatórias aumentam a sensação de medo e empurram famílias para o deslocamento forçado dentro da própria cidade.

No caso julgado, o pai da criança e um vizinho também foram baleados, mas sobreviveram. Já o réu seguirá em regime fechado, sem direito a recorrer em liberdade, segundo a sentença proferida pela juíza presidente do júri.
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Crédito da imagem: Divulgação / Arquivo pessoal
