Brasília – Em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (13/5), senadores ouviram que cerca de 500 mil frentistas trabalham expostos a combustíveis tóxicos, sem sequer acesso garantido a plano de saúde, um vácuo que afeta consumidores e mulheres que recorrem a esses profissionais em situações de risco.
- Em resumo: Categoria denuncia falta de benefícios enquanto parlamentares exaltam frentistas como “sentinelas” da segurança feminina.
Por que a pauta explodiu agora?
A sessão foi solicitada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) após dados do IBGE sobre precarização do trabalho mostrarem alta rotatividade em postos de combustíveis. Representantes sindicais afirmaram que o segmento movimenta R$ 280 bilhões por ano, mas os empregados seguem sem assistência médica.
Relatos incluíram frentistas que inalam benzeno diariamente e, ao adoecer, dependem do SUS. A Agência Nacional de Saúde Suplementar aponta que apenas 27,9% da população brasileira possui plano privado; entre frentistas, a cobertura seria inferior a 10%.
“Eles são a primeira porta de socorro para mulheres perseguidas na rua”, ressaltou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
Impacto social e o que pode mudar
Além da exposição química, o setor reúne, segundo a Federação Nacional da categoria, 72% de trabalhadores do sexo masculino que atuam em turnos noturnos, aumentando vulnerabilidades. Especialistas lembram que o benzeno é classificado como cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde.
Entre as propostas discutidas estão a criação de um piso nacional, convênio com clínicas populares e inclusão automática em planos corporativos. O senador Paim prometeu articular projeto de lei ainda neste semestre.
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