Oeiras - A estreia histórica de Milana Ivantsiv como primeira portuguesa no quadro principal do WTA 125 do CETO terminou de forma dura: 6-1 e 6-0 frente à russa Elena Pridankina, 229.ª da WTA e antiga top 170, resultado que acende o alerta sobre o gap competitivo das jogadoras lusas no circuito.
- Em resumo: Ivantsiv quebrou o saque rival no 1º game, mas perdeu 12 dos 13 seguintes e saiu sem pontos de ranking.
Entenda o placar elástico
Pridankina entrou em quadra com 350 posições a mais no ranking e experiência de quartas de final na mesma arena em 2023. Segundo a WTA, cada avanço em um 125 vale até 160 pontos, estímulo que a russa soube converter em agressividade logo após sofrer o break inicial.
Do outro lado, Ivantsiv, convidada pelo torneio pela segunda semana seguida, ainda busca seu primeiro ponto em nível WTA. O serviço instável — apenas 48% de primeiros saques — abriu brechas para que a adversária vencesse 79% das devoluções e disparasse cinco quebras consecutivas.
“Ela impôs o ritmo desde a metade do primeiro set e eu não consegui ajustar a resposta”, admitiu Ivantsiv após a partida.
O desafio português nos grandes palcos
A eliminação reforça um dado incômodo: nenhuma atleta de Portugal figura hoje entre as 250 melhores do mundo. Em 2012, Michelle Larcher de Brito chegou ao 76.º lugar; desde então, nenhuma compatriota voltou ao top 100.
No WTA 125, torneio considerado porta de entrada para eventos 250 e Grand Slams, a diferença de investimento fica evidente. Um levantamento do Instituto Português do Desporto mostra que apenas 12% do orçamento anual federativo é destinado ao tênis feminino, enquanto países como Espanha aplicam o dobro no mesmo segmento.
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