Matheus Nachtergaele relembra tragédia com a mãe
Matheus Nachtergaele relembra tragédia com a mãe – Em entrevista recente, o premiado ator contou que perdeu a mãe, a poetisa Maria Cecília Nachtergaele, quando tinha apenas três meses de vida.
O episódio, marcado por suicídio, transformou-se em força motriz para sua trajetória artística: “Por causa dela virei ator”, afirmou o intérprete de João Grilo em “O Auto da Compadecida”.
Como a perda moldou a carreira
Anos depois de conhecer a história da mãe, Nachtergaele buscou na arte uma forma de “ressignificar a morte em poesia”. Ele passou a estudar teatro na adolescência, ingressou no grupo Boi Voador, em São Paulo, e se formou pela Escola de Arte Dramática (EAD) da USP.
Desde então, construiu carreira sólida no cinema, na TV e no teatro, vencendo prêmios como Grande Otelo e Candango de Melhor Ator. A relação com a memória materna, segundo ele, está presente em muitos de seus trabalhos.
Saúde mental e rede de apoio
Casos como o da família Nachtergaele reforçam a importância da prevenção ao suicídio. Dados do Ministério da Saúde indicam que o Brasil registra, em média, 14 mil mortes por ano decorrentes desse problema de saúde pública. A pasta mantém o programa Vida no Trânsito e apoia o serviço Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece atendimento gratuito pelo telefone 188.
Especialistas destacam que familiares podem recorrer a acompanhamento psicológico, grupos de apoio e orientação médica para enfrentar o luto de forma saudável. O acolhimento profissional contribui para evitar depressão e transtornos de ansiedade comuns após perdas traumáticas.

Arte como forma de ressignificação
Transformar dor em expressão artística não é incomum. Estudos da Universidade de Melbourne apontam que atividades criativas elevam níveis de dopamina, neurotransmissor associado à sensação de bem-estar. Para Nachtergaele, atuar tornou-se ponte entre a memória da mãe e o público.
O ator planeja lançar, em breve, espetáculo solo inspirado nos poemas deixados por Maria Cecília, reafirmando a arte como ferramenta de cura e homenagem.
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Crédito da imagem: Divulgação
