Atriz de Stranger Things critica Mel Gibson por homofobia
Atriz de Stranger Things critica Mel Gibson por homofobia – Winona Ryder voltou a comentar, em entrevista republicada recentemente, sobre os insultos homofóbicos e antissemitas que recebeu de Mel Gibson durante um encontro nos anos 1990, reacendendo o debate sobre discriminação em Hollywood.
Na conversa, a intérprete de Joyce Byers em “Stranger Things” relembrou que o ator, hoje com 68 anos, teria usado o termo “hung dyke” para se referir a um amigo gay e questionado suas origens judaicas com estereótipos ofensivos.
Entenda o episódio e a reação de Ryder
Segundo a atriz, o episódio ocorreu em uma festa de estúdio. Ela relatou que tentou contornar a situação, mas ficou chocada com a naturalidade das falas. Anos depois, Gibson teria enviado um pedido de desculpas, o que, para Ryder, não apagou o impacto das ofensas.
O caso ganhou força nas redes após a publicação de um artigo que reviveu polêmicas de Gibson, incluindo o processo de 2006 por injúrias antissemitas a um policial. Em 2020, a protagonista de “Garota, Interrompida” já havia tornado público o relato em entrevista à revista Variety.
Discriminação na indústria cinematográfica
Monitoramentos de entidades como a GLAAD mostram que apenas 22% dos maiores filmes de 2022 incluíram personagens LGBTQIA+, indicando avanços tímidos diante de episódios como o relatado por Ryder.
Especialistas em diversidade destacam que falas discriminatórias de artistas consagrados podem reforçar comportamentos preconceituosos no público. Estudos da GLAAD apontam ainda que representações negativas numa produção de grande alcance aumentam em até 33% a incidência de discursos de ódio nas redes.

Embora Gibson siga atuando e dirigindo, a repercussão de antigos comentários fez com que parte da indústria repensasse convites ao ator. Já Winona Ryder, ícone dos anos 1990 e em alta com “Stranger Things”, tem utilizado sua visibilidade para pedir espaços mais seguros a profissionais LGBTQIA+ e judeus no meio artístico.
O empresário de Mel Gibson foi procurado, mas não se pronunciou. A Netflix, que produz a série estrelada por Ryder, também não comentou o caso até o fechamento desta matéria.
No universo do entretenimento, casos como esse reforçam a importância de políticas de inclusão nos bastidores e no conteúdo final entregue ao público. Para mais notícias sobre cultura pop e celebridades, acompanhe nossa editoria Pop.
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