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Investidor lucra R$ 2 milhões ao prever queda de Maduro
Investidor lucra R$ 2 milhões ao prever queda de Maduro – Um apostador anônimo embolsou cerca de US$ 410 mil (R$ 2,22 milhões) na plataforma Polymarket ao comprar contratos que pagariam caso o presidente venezuelano Nicolás Maduro fosse destituído, situação confirmada na última segunda-feira (5).
O lucro veio porque os papéis custavam centavos na sexta-feira (2), quando a probabilidade de uma ação militar dos Estados Unidos ainda era considerada remota.
Aposta em plataforma descentralizada
Na Polymarket, cada contrato vale US$ 1 se o evento ocorrer até a data-limite. O investidor iniciou a posição em 27 de dezembro com US$ 96 e reforçou o aporte ao longo da semana seguinte.
Após a prisão de Maduro a bordo do navio USS Iwo Jima, o preço dos contratos disparou, transformando o valor inicial de US$ 34 mil em pouco mais de US$ 444 mil. Segundo a própria Polymarket, esse tipo de mercado movimentou mais de US$ 200 milhões em 2025, conforme dados reunidos pela Febraban sobre negociação de ativos alternativos.
Reação dos mercados e pressão política
A captura do líder venezuelano também impulsionou os índices de ações e elevou o petróleo na abertura de segunda-feira. Títulos soberanos da Venezuela e da PDVSA avançaram até 30%, sinalizando aposta em futura reestruturação da dívida.
Nos Estados Unidos, parlamentares debatem restringir participação de autoridades em plataformas de previsão. O deputado democrata Ritchie Torres anunciou que apresentará projeto de lei ainda esta semana para impedir apostas de quem tenha acesso a informações sensíveis.

A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), que em setembro autorizou a Polymarket a operar via aquisição da QCEX por US$ 112 milhões, não confirmou investigação, mas especialistas em compliance lembram que o uso de VPN por cidadãos americanos segue fora das regras formais.
Enquanto isso, analistas destacam que contratos binários oferecem retorno elevado, porém expõem o investidor ao risco de perda total caso o evento não se concretize—a razão pela qual a educação financeira é citada como peça-chave para reduzir fraudes e operações alavancadas.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
