Ludmilla é acusada de apologia às drogas após show
Ludmilla é acusada de apologia às drogas após show – A artista entrou na mira de uma representação criminal por ter incluído o hit “Verdinha” em sua apresentação de Réveillon em Copacabana, no Rio de Janeiro.
O documento foi protocolado por um advogado que alega violação da chamada “Lei Anti-Oruam”, norma municipal que proíbe incentivo ao uso de entorpecentes em eventos com verba pública.
Entenda a denúncia
A queixa sustenta que a letra de “Verdinha” faz alusão à maconha e, portanto, configuraria apologia às drogas prevista na Lei 11.343/2006. Caso o Ministério Público acolha o pedido, Ludmilla poderá responder a processo com pena que pode chegar a três anos de detenção e multa.
O caso será analisado pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que deverá ouvir organizadores do show e a própria cantora. Procurada, a assessoria de Ludmilla informou que ainda não foi notificada e que a música “não incentiva o consumo, mas retrata a realidade de comunidades”.
Contexto legal e números de apreensões
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Rio de Janeiro registrou mais de 25 mil ocorrências relacionadas a entorpecentes em 2022, evidenciando a sensibilidade do tema na esfera penal e social. Dados do órgão mostram que menções a drogas costumam acender debates sobre liberdade artística e responsabilidade individual, sobretudo em shows financiados com recursos públicos. Veja o levantamento completo.

Especialistas destacam que o artigo 287 do Código Penal também prevê punição para apologia a crime, mas decisões judiciais recentes têm ponderado princípios constitucionais de expressão artística. Até a conclusão desta reportagem, o Ministério Público não havia informado prazo para definir se abrirá inquérito.
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Crédito da imagem: Divulgação