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Morre Luiz D’Artagnan, pai do feijão Carioquinha
Morre Luiz D’Artagnan, pai do feijão Carioquinha – O pesquisador do Instituto Agrônomo de Campinas (IAC), de 85 anos, faleceu na última sexta-feira (2 de janeiro) em Campinas (SP), segundo nota oficial do instituto.
D’Artagnan ganhou o apelido de “pai” do feijão Carioquinha ao chefiar, entre 1966 e 1969, os testes que comprovaram a resistência a doenças e a alta produtividade da variedade, liberada comercialmente em 1969.
Trajetória do pesquisador
Natural de São Paulo, Luiz D’Artagnan de Almeida ingressou no IAC na década de 1950 e dedicou mais de 40 anos à pesquisa de grãos. O engenheiro agrônomo coordenou ensaios de campo que avaliaram desempenho agronômico, valor culinário e adaptabilidade do Carioquinha em diferentes regiões do país.
A nova cultivar surgiu de um cruzamento natural apresentado ao instituto pelo agrônomo Waldimir Coronado Antunes, em 1966. Após três anos de validação, o feijão foi lançado e passou a dominar o mercado nacional, tornando-se o tipo mais consumido pelos brasileiros.
Impacto do feijão Carioquinha no consumo brasileiro
De acordo com dados do IBGE, o Brasil colhe em média 3 milhões de toneladas de feijão por safra, e 66% desse total corresponde ao tipo carioca, categoria da qual o Carioquinha é a principal referência.

Desde sua homologação, 42 novas cultivares derivadas já foram registradas, ampliando produtividade e tolerância a pragas. A cor marrom-rajada do grão inspirou o nome “Carioca”, em alusão a uma raça de porco criada no interior paulista nos anos 1970. Atualmente, o grão integra programas de melhoramento genético que buscam reduzir custos para o produtor e manter o alimento acessível ao consumidor final.
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Crédito da imagem: Divulgação
