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Dólar em alta: crise na Venezuela e dados econômicos pesam
Dólar em alta marca a abertura dos negócios desta terça-feira (6 de janeiro de 2026), com a moeda negociada a R$ 5,4122, avanço de 0,13% frente ao real.
O movimento reflete a combinação entre a instabilidade política na Venezuela, cuja recente prisão de Nicolás Maduro gera incertezas sobre a oferta global de petróleo, e a expectativa por indicadores no Brasil e nos Estados Unidos.
Tensões na Venezuela elevam volatilidade das commodities
Após a operação norte-americana que levou à detenção de Maduro, o petróleo subiu de forma moderada, sustentando a percepção de risco nos países emergentes.
Analistas avaliam que, mesmo com a possibilidade de entrada de companhias internacionais para recuperar a infraestrutura venezuelana, o aumento da produção não deve ocorrer em curto prazo.
Agenda econômica concentra a atenção dos investidores
No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento divulga o balanço comercial de dezembro, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin detalha o resultado das exportações e importações de 2025.
No exterior, os agentes aguardam o PMI de dezembro dos EUA e o discurso de Tom Barkin, dirigente do Federal Reserve de Richmond, que pode alterar apostas para a política monetária de 2026.
Projeções apontam inflação controlada e câmbio estável
A edição mais recente do Boletim Focus do Banco Central mostrou queda na previsão de inflação para 2025, de 4,32% para 4,31%, oitava redução consecutiva.
O relatório também manteve a projeção de crescimento do PIB em 2,26% para 2025 e de 1,80% para 2026, além de indicar dólar a R$ 5,50 no fim do próximo ano, ligeiramente acima do fechamento de 2025.

Desempenho do Ibovespa acompanha cenário externo
Enquanto a moeda norte-americana se fortalece, o Ibovespa exibe leve alta, apoiado por ações de exportadoras que tendem a se beneficiar de um câmbio mais valorizado.
Nos Estados Unidos, os principais índices abrem no azul, impulsionados por papéis de petrolíferas, ao passo que as bolsas europeias alcançam máximas impulsionadas pelo setor de defesa.
No mercado asiático, Tóquio, Seul e Taipei fecharam com ganhos robustos, refletindo o apetite por risco mesmo diante da tensão geopolítica.
Com os investidores ajustando posições e monitorando novos dados, a cotação do dólar deve permanecer sensível a qualquer notícia que afete fluxos de capital ou preços das commodities.
No fim das contas, a direção da moeda dependerá do equilíbrio entre as incertezas externas e a evolução dos indicadores domésticos. Para mais notícias e análises sobre câmbio e mercados, acompanhe a editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
