- PF intercepta 113 cápsulas e 2,3 kg de droga em Fortaleza
- Mutirão quita dívidas e fiscaliza lojas em Quixadá; veja como
- Solto! Motorista que arrastou moto e causou explosão dribla prisão
- Fuga deixa para trás 250 g de drogas e placa roubada em Fortaleza
- Primeira mulher no comando, Carla Ibiapina lidera PRD-CE
Balança comercial brasileira fecha 2025 com superávit de US$ 68,3 bi
Balança comercial brasileira fecha 2025 com superávit de US$ 68,3 bi – Dados divulgados em 6 de janeiro pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o saldo positivo foi o menor em três anos e 7,9% inferior ao registrado em 2024.
Mesmo com a retração, o resultado permaneceu no azul porque as vendas externas superaram as compras do exterior, conceito usado para medir superávit ou déficit na balança.
Impacto do tarifaço norte-americano
A imposição gradual de tarifas extras pelos Estados Unidos ao longo de 2025 reduziu a receita brasileira nesse mercado de US$ 40,37 bilhões, em 2024, para US$ 37,72 bilhões, queda de 6,6%.
Com isso, o déficit bilateral saltou para US$ 7,53 bilhões, o pior desde 2022. A série histórica do MDIC indica déficits constantes com os norte-americanos desde 2009.
Embora parte dos produtos — como carne bovina, café e açaí — tenha sido removida das sobretaxas no fim do ano, aço, alumínio e outros itens seguem tarifados. Segundo analistas, a medida americana pressionou o resultado final ao limitar o ritmo de crescimento das exportações.
Recorde de exportações e aumento das importações
No consolidado de 2025, o Brasil exportou US$ 348,7 bilhões, alta de 3,9% pela média diária, estabelecendo novo recorde anual. Importações somaram US$ 280,4 bilhões, avanço de 7,1%, também o maior patamar histórico.
A China permaneceu como principal destino das mercadorias nacionais, com incremento de 6%. Mercosul (+26,6%) e Europa (+6,2%) ajudaram a compensar a perda de receita nos Estados Unidos, reforçando a diversificação dos parceiros comerciais.

Para o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, o resultado reflete programas voltados à competitividade externa. Entre as frentes citadas estão acordos sanitários que viabilizaram novos embarques agrícolas e incentivos à inovação industrial.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, historicamente, aumentos nas importações acompanham ciclos de crescimento econômico interno, indicando maior demanda por bens intermediários e de capital.
Especialistas destacam que cada US$ 1 bilhão exportado gera, em média, 22 mil empregos diretos e indiretos no Brasil. Assim, mesmo com a queda percentual, o superávit de 2025 continua relevante para a geração de divisas e a manutenção das reservas cambiais.
Para acompanhar mais análises sobre comércio exterior e indicadores econômicos, visite nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação
