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Venezuela sinaliza acordo de petróleo vantajoso com EUA
Venezuela sinaliza acordo de petróleo vantajoso com EUA – A vice-presidente e presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que Caracas está aberta a um “modelo de cooperação energética em que todas as partes ganhem”, declaração feita após Washington confirmar conversas para comprar e refinar petróleo venezuelano.
O posicionamento de Rodríguez surge no momento em que o governo norte-americano detalha um plano para destinar a receita das exportações exclusivamente à compra de produtos fabricados nos Estados Unidos.
Negociações avançam após mudança no cenário político
Mais cedo, o presidente Donald Trump disse na rede Truth Social que Caracas concordou em adquirir insumos agrícolas, medicamentos e equipamentos norte-americanos com os valores provenientes do petróleo.
O Departamento de Energia dos EUA informou que as primeiras cargas já foram comercializadas e que o dinheiro ficará em contas controladas por bancos internacionais, “preservando a integridade da distribuição dos recursos”. Segundo a pasta, o volume negociado pode chegar a 50 milhões de barris, equivalente a dois meses da produção venezuelana.
Em comunicado, a PDVSA confirmou “tratativas em estágio avançado” com Washington, em bases semelhantes às praticadas pela Chevron. O petróleo será vendido a preço de mercado e transportado diretamente a terminais norte-americanos, informou a estatal.
Impacto para o mercado energético e próximos passos
A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo do planeta, mas extraía cerca de 1 milhão de barris diários antes das sanções. Caso o novo acordo se consolide, o volume destinado aos EUA poderia representar importante alívio para os estoques globais, segundo análise recente da Administração de Informação de Energia dos EUA.
Especialistas lembram que as refinarias da Costa do Golfo são configuradas para processar petróleo pesado, perfil similar ao venezuelano. Até 2018, o país importava aproximadamente 500 mil barris por dia de Caracas, cifra que caiu a quase zero após o embargo.
A reabertura do mercado pode destravar investimentos estimados em US$ 10 bilhões para recuperar a infraestrutura petroleira venezuelana. Fontes do setor afirmam que uma reunião entre a Casa Branca e executivos de grandes companhias está prevista “para os próximos dias” a fim de definir cronograma de obras e licenças.

Enquanto isso, navios de bandeira venezuelana aguardam liberação para zarpar de terminais no Caribe, onde dezenas de milhões de barris ficaram retidos nos últimos meses.
O acordo também deslocaria parte do óleo venezuelano que vinha sendo direcionado à China, alterando rotas de comércio e potencialmente pressionando preços de referência como o Brent.
No panorama interno, analistas venezuelanos avaliam que a entrada de dólares deve aliviar a escassez de bens essenciais e estabilizar o fornecimento de energia elétrica, alvo de sucessivos apagões nos últimos anos.
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Crédito da imagem: Pedro Mattey/AFP
