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Banco Master: financiadores de posts podem ser investigados
Banco Master: financiadores de posts podem ser investigados – Banco Master está no centro de uma polêmica depois que influenciadores revelaram ter recebido ofertas pagas para criticar a liquidação da instituição, decretada pelo Banco Central (BC) no fim do ano passado. De acordo com Fábio Steibel, diretor-executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS), quem bancou a campanha “terá de se explicar”.
O especialista avalia que os criadores de conteúdo dificilmente serão responsabilizados, já que as publicações não configuram crime por si só. Porém, o patrocinador da ação pode responder se houver intenção comprovada de manipular a opinião pública ou difamar órgãos oficiais.
Como surgiram as postagens
O vereador mineiro Rony Gabriel (PL-Erechim) e outros influenciadores relataram ter recebido propostas para publicar vídeos dizendo que o BC foi “precipitado” ao liquidar o Banco Master. O roteiro previa questionar a legalidade da decisão e pedir sua revisão.
Após as denúncias, a Polícia Federal instaurou inquérito para rastrear a origem dos recursos e verificar possível dano à imagem do regulador. Detalhes sobre processos de liquidação podem ser consultados no site do Banco Central do Brasil.
Liberdade de expressão e responsabilidade financeira
Steibel lembra que a liberdade de expressão é ampla, mas não cobre campanhas coordenadas para atacar instituições. O Marco Civil da Internet e a Lei dos Crimes contra o Sistema Financeiro podem ser acionados se for comprovado dolo.
O pesquisador aponta ainda o comportamento atípico de perfis sem histórico em economia comentando, de repente, temas complexos do mercado. Levantamento da Febraban mostra que 79% dos correntistas confiam mais em análises de fontes especializadas, o que reforça o potencial impacto negativo de campanhas artificiais.

A defesa do Banco Master afirma não ter conhecimento sobre a suposta contratação de influenciadores. A instituição segue em liquidação extrajudicial, mecanismo usado pelo BC para proteger correntistas e preservar a estabilidade do sistema.
A investigação corre em sigilo e não há prazo para conclusão. Para acompanhar este caso e outras notícias sobre o mercado financeiro, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / GloboNews
