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segunda-feira, março 16, 2026

Acordo UE-Mercosul deve baratear vinhos e carros no Brasil

Acordo UE-Mercosul deve baratear vinhos e carros no Brasil

Acordo UE-Mercosul deve baratear vinhos e carros no Brasil – Após mais de 25 anos de negociação, o tratado comercial entre Mercosul e União Europeia entra na fase final e promete mexer diretamente no bolso dos brasileiros.

Com a redução gradual de tarifas, produtos europeus tradicionais, como vinhos, queijos e azeites, tendem a chegar às prateleiras com preços menores, enquanto setores produtivos locais ganham acesso a tecnologia mais barata.

Produtos importados devem ficar mais baratos

Itens de supermercado de alto valor agregado, incluindo chocolates e destilados, terão impostos eliminados ao longo dos próximos anos.

No caso dos automóveis, a alíquota atual de 35% para modelos vindos da Europa será zerada em até 15 anos, abrindo caminho para preços mais competitivos. A queda, contudo, será sentida de forma lenta, pois a cadeia de componentes ainda depende de fornecedores globais.

Medicamentos lideram a pauta de importação

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, medicamentos e insumos farmacêuticos já respondem por mais de 8% das compras brasileiras junto à UE.

Com o acordo, a maior oferta desses produtos e o aumento da concorrência devem beneficiar consumidores e sistemas de saúde, reforçando o acesso da população a tratamentos avançados.

Tecnologia europeia impulsionará o agronegócio

A eliminação de tarifas sobre máquinas agrícolas, fertilizantes e drones de precisão promete reduzir custos de produção no campo.

O efeito cascata inclui produtores de todos os portes, pois implementos mais modernos elevam produtividade e geram ganhos de competitividade. Dados do IBGE mostram que tecnologias de alto rendimento podem aumentar em até 20% a eficiência das lavouras.

Exportações brasileiras ganham fôlego

Calçados, frutas e carnes terão acesso facilitado ao mercado europeu de 450 milhões de consumidores. Tarifas sobre calçados, hoje entre 3% e 7%, serão eliminadas em quatro anos; a uva, atualmente taxada em 14%, ficará livre de imposto assim que o tratado vigorar.

Especialistas apontam que o impacto sobre a inflação interna deve ser limitado, pois o aumento da oferta europeia compensa a saída de parte da produção local para exportação.

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Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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