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Brasil encerra custódia da embaixada argentina em Caracas
Brasil encerra custódia da embaixada argentina em Caracas – O Itamaraty informou, recentemente, que não seguirá responsável pela proteção da sede diplomática da Argentina na capital venezuelana, decisão que encerra uma missão iniciada nove meses antes.
A retirada ocorre após a saída de assessores de Maria Corina Machado, opositora do ex-presidente Nicolás Maduro, que deixou o local em maio de 2025. Com o novo governo interino liderado por Delcy Rodríguez, a chancelaria brasileira avaliou que seu objetivo principal foi cumprido.
Motivos oficiais e operação concluída
Diplomatas ressaltam que a prioridade era garantir a inviolabilidade da embaixada e a integridade dos colaboradores da líder da oposição venezuelana. Sem a presença deles, a permanência da custódia perdeu razão de ser, segundo interlocutores do Ministério das Relações Exteriores.
Ainda conforme o Itamaraty, o cenário político de Caracas mudou de forma significativa após a captura de Nicolás Maduro. Por isso, os protocolos de segurança e apoio logístico passaram por revisão, alinhados às diretrizes da chancelaria brasileira e às normas internacionais descritas pelo Ministério das Relações Exteriores.
Recado diplomático ao governo Milei
Nos bastidores, a medida também é interpretada como resposta ao presidente Javier Milei. O argentino comemorou, em rede social, a prisão de Maduro com uma imagem de elogio indireto ao governo de Donald Trump e uma provocação ao presidente Lula.
Fontes da diplomacia lembram que, em maio de 2024, o Brasil interveio para liberar gás natural à Argentina, evitando colapso energético. Para elas, o gesto de deixar a custódia demonstra insatisfação com “recados infantis”, mas não afeta a relação de Estado entre os dois países, que permanece ativa no comércio bilateral de US$ 30 bilhões anuais, de acordo com dados do Itamaraty.

No entanto, analistas reforçam que a parceria estratégica Brasil-Argentina envolve integração industrial e acordos no Mercosul, o que torna improvável qualquer ruptura, mesmo diante de choques retóricos entre os chefes de governo.
O Itamaraty não definiu se um novo país assumirá a segurança do prédio diplomático argentino em Caracas, mas informou que segue à disposição para colaborar em agendas regionais que fortaleçam a estabilidade institucional na América do Sul.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
