- Ceará libera 2,8 mil vagas e salários de R$8,1 mil; prazo é curto
- Família acha óleo em busca de água e pode lucrar até 1%
- Motorista arrasta moto e explosão após colisão assusta Fortaleza
- Motociclista de 23 anos atropela atleta em prova e é preso
- Laptop achado e rota refeita: nova pista sobre sumiço de Vitória
Trump ameaça criminalmente presidente do Fed, Powell
Trump ameaça criminalmente presidente do Fed, Powell – Em documento divulgado recentemente, a equipe jurídica do governo dos Estados Unidos notificou o Federal Reserve sobre a possibilidade de indiciar o presidente da instituição, Jerome Powell, por suposta falsa declaração ao Congresso a respeito de uma reforma predial estimada em US$ 2,5 bilhões.
A medida reacende o embate entre a Casa Branca e o banco central norte-americano, que vem resistindo à pressão presidencial por cortes acelerados na taxa básica de juros.
Pressão política ganha novo capítulo
Powell afirmou que recebeu intimações de um grande júri na semana passada e classificou o movimento como “pretexto” para ampliar a influência do Executivo sobre a política monetária. Segundo o chair, a ameaça não guarda relação com a obra, mas com a postura do Fed de “agir no interesse público, e não conforme as preferências do presidente”.
No Senado, o republicano Thom Tillis, membro do Comitê Bancário, disse que bloqueará qualquer indicação de Trump ao banco central até que o caso seja esclarecido, citando risco à independência institucional. Relatório do Banco Central do Brasil mostra que bancos centrais autônomos tendem a registrar menores níveis de inflação – dado frequentemente usado para defender a separação entre política e finanças.
Autonomia do Fed em xeque
Powell, nomeado pelo próprio Trump em 2018, tem mandato até maio de 2026 e não é obrigado a deixar o cargo. Analistas consideram que a investida pode, paradoxalmente, reforçar sua permanência como ato de resistência institucional.
A crise ocorre poucos dias antes de a Suprema Corte avaliar outra ação de Trump que tenta destituir a diretora Lisa Cook. Desde a reeleição do republicano, em novembro de 2024, investidores acompanham o braço-de-ferro em busca de sinais sobre a trajetória dos juros e o controle da inflação que atingiu 5,2% ao ano na maior economia do mundo.

No mercado financeiro, a reação foi cautelosa: operadores temem que o conflito gere volatilidade extra nos Treasuries e comprometa o plano do governo de recuperar o poder de compra dos norte-americanos.
Em declaração à NBC News, Trump disse “não saber nada” sobre as intimações, mas criticou Powell por “não ser bom nem no Fed nem na construção de edifícios” – referência à obra questionada.
Para acompanhar desdobramentos sobre economia e política monetária, visite nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Reuters/Carlos Barria
