19.8 C
Ceará
segunda-feira, março 16, 2026

EUA impõem tarifa de 25% a parceiros do Irã; Brasil pode sentir impacto

EUA impõem tarifa de 25% a parceiros do Irã; Brasil pode sentir impacto

EUA impõem tarifa de 25% a parceiros do Irã; Brasil pode sentir impacto – Na última segunda-feira (12 de janeiro de 2026), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que qualquer país que mantenha relações comerciais com o Irã pagará uma sobretaxa de 25% sobre todas as transações com o mercado americano.

A medida entrou em vigor de forma imediata, segundo publicação do republicano na rede Truth Social, e cria um novo obstáculo para economias que dependem do intercâmbio com Washington.

O que muda para o comércio brasileiro

Em 2025, o Brasil exportou ao Irã cerca de US$ 2,9 bilhões em produtos como milho, soja e açúcar, enquanto importou US$ 84,5 milhões, principalmente ureia e pistache. Embora o Irã não figure entre os 20 maiores parceiros do país, a taxação norte-americana pode encarecer a cadeia logística e reduzir a competitividade dos embarques brasileiros.

Dados do IBGE indicam que as vendas externas de grãos respondem por parcela relevante do superávit comercial nacional. Caso exportadores precisem optar entre manter o mercado iraniano ou preservar condições de acesso aos EUA, analistas preveem redirecionamento de cargas e pressão adicional sobre preços internos.

Pressão política e possíveis desdobramentos

O anúncio ocorre em meio a protestos no Irã e a discussões dentro da Casa Branca sobre eventual ação militar contra Teerã. O Wall Street Journal aponta que Trump avalia “opções muito fortes”, mas ainda sem decisão final.

Autoridades brasileiras aguardam detalhes para saber se a sobretaxa afetará contratos vigentes ou apenas acordos futuros. Até o momento, Itamaraty e Palácio do Planalto não se pronunciaram.

Especialistas lembram que os EUA já aplicaram, em 2025, tarifas recíprocas de 10% a 50% contra importações brasileiras, mas recuaram parcialmente após negociações diretas entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Diante do novo cenário, empresas exportadoras monitoram o mercado cambial e avaliam diversificar destinos para evitar perdas de receita, enquanto entidades do agronegócio pedem diálogo diplomático para mitigar riscos.

No contexto de sanções econômicas e instabilidade no Oriente Médio, a decisão de Washington amplia a incerteza sobre o fluxo global de commodities e reforça a necessidade de estratégias de comércio exterior mais resilientes.

Para acompanhar outras análises sobre economia internacional e seus reflexos no País, visite nossa editoria de Finanças.


Crédito da imagem: Reuters/Kevin Lamarque

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
Últimas Notícias
Saiba Mais

Destaques de Agora