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Greening: convênio investe R$ 90 mi em pesquisa no Brasil
Greening: convênio investe R$ 90 mi em pesquisa no Brasil – Um acordo internacional entre 19 instituições de sete países garantiu R$ 90 milhões para cinco anos de estudos aplicados, transferência de tecnologia e formação de especialistas focados no combate ao greening, bactéria considerada a maior ameaça à citricultura mundial.
O Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA-Citros) será o responsável por coordenar as iniciativas, com base na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP) em Piracicaba (SP).
Aliança global e recursos para inovação
Brasil, Estados Unidos, Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Austrália reúnem 76 departamentos científicos para desenvolver variedades mais tolerantes, métodos de diagnóstico rápido e manejo integrado da praga. Segundo o Ministério da Agricultura, o greening já comprometeu até 52% das árvores de citros em áreas críticas do país, elevando custos e reduzindo a produtividade. Detalhes sobre a doença podem ser consultados no portal oficial do MAPA.
Os recursos virão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) e de produtores, além de aportes internacionais. A meta é transformar descobertas de laboratório em soluções disponíveis ao produtor o mais rápido possível.
Região de Limeira lidera incidência em 2024
Levantamento recente do Fundecitrus apontou Limeira (SP) como a área mais afetada no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais: a incidência subiu de 73,9% em 2023 para 79,4% em 2024.
O avanço da praga pressiona os preços. Em propriedades familiares, produtores relatam que o quilo da laranja destinada à indústria passou de R$ 0,80 para R$ 2, enquanto a fruta de mesa foi de R$ 1 para R$ 3. O aumento reflete perdas na lavoura, custos com controle e frete mais longo, já que muitos citricultores buscam áreas menos afetadas em outros estados.

Próximos passos do CPA-Citros
Entre as prioridades, estão a edição genética de porta-enxertos mais resistentes, biossensores portáteis para identificação precoce do patógeno e capacitação de técnicos de campo. Também estão previstos cursos de extensão para pequenos e médios produtores adotarem práticas de erradicação de árvores contaminadas e monitoramento de vetores.
A expectativa é que os primeiros resultados práticos cheguem aos pomares já no terceiro ano de projeto, contribuindo para estabilizar a oferta de laranja e reduzir a volatilidade de preços ao consumidor.
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Crédito da imagem: Divulgação / Fundecitrus
