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Trump ameaça punir comércio com o Irã e afeta agro BR
Comércio com o Irã – A Casa Branca anunciou, na última segunda-feira (12 de janeiro), que os Estados Unidos vão aplicar sobretaxas a parceiros que mantenham negócios com Teerã, medida que pode atingir diretamente exportações e importações do agronegócio brasileiro.
A proposta, defendida pelo presidente Donald Trump, prevê cobranças adicionais sobre países que também comercializem com o mercado norte-americano. O Brasil, 11º maior fornecedor de alimentos ao Irã em 2025, acompanha o desenrolar da decisão.
Impacto nas exportações brasileiras
Dados do Ministério da Agricultura mostram que o Irã respondeu por US$ 2,9 bilhões em compras de produtos do agro nacional em 2025, o equivalente a 1,73 % das vendas externas do setor.
Milho e soja lideraram a pauta, juntos superando 90 % do total exportado. Além da demanda estável do mercado iraniano, esses itens têm logística favorável, já que partem em grande parte dos portos do Arco Norte, reduzindo custos de frete.
Dependência de fertilizantes continua alta
No sentido inverso, o Irã figura apenas na 42ª posição entre os fornecedores do agro ao Brasil. Mesmo assim, o país persa é relevante na produção de ureia, insumo essencial para adubação de grãos.
Em 2025, o Brasil comprou US$ 11,9 milhões em fertilizantes iranianos, fatia inferior a 0,5 % das importações do segmento, dominado por Rússia, China e Canadá. A dependência externa, porém, permanece elevada: cerca de 85 % da ureia usada nas lavouras nacionais vem do exterior, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).
Risco de sobretaxa e cenários
Se entrar em vigor, a sobretaxa norte-americana pode encarecer produtos brasileiros que usam insumos iranianos ou provocar retaliações no mercado de grãos, aumentando a volatilidade de preços. Analistas destacam que acordos bilaterais podem mitigar o impacto, mas o setor monitora possíveis redirecionamentos de compra por parte de Teerã.

Além disso, produtores rurais temem reflexos imediatos nos custos de plantio. Cada variação de US$ 10 na tonelada de ureia adiciona cerca de R$ 5 por hectare na cultura da soja, calcula a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).
Especialistas defendem políticas de incentivo à produção interna de fertilizantes e diversificação de destinos, estratégia que ganhou força após as sanções à Rússia em 2024.
O governo brasileiro ainda não comentou se adotará medidas para proteger o comércio bilateral. Para mais análises sobre mercados e políticas econômicas, acompanhe nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / TV Sergipe
