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Cade investiga Meta por bloquear IA no WhatsApp
Cade investiga Meta por bloquear IA no WhatsApp – Na última segunda-feira (12), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu inquérito para apurar suspeita de abuso de posição dominante da empresa.
A investigação surgiu após o WhatsApp, controlado pela Meta, alterar seus termos de uso e barrar ferramentas de inteligência artificial de terceiros, como ChatGPT e Copilot, enquanto mantém a própria Meta AI nos aplicativos da companhia.
O que motivou a investigação
De acordo com a superintendência do Cade, os novos termos do WhatsApp Business poderiam gerar “efeito excludente” ao limitar a entrada de concorrentes no mercado de assistentes virtuais.
Com base nesses indícios, o órgão determinou medida preventiva que suspende as mudanças até a conclusão da análise. A nota oficial da autarquia detalha o alcance da decisão e cita possíveis infrações à ordem econômica. Saiba mais na página institucional do Cade.
Medidas do Cade e posição da Meta
Enquanto ocorre a apuração, a Meta deve restabelecer o acesso de fornecedores externos de IA ao WhatsApp Business, sob pena de multa diária em caso de descumprimento.
Em resposta, um porta-voz do WhatsApp classificou as acusações como “fundamentalmente equivocadas” e afirmou que a infraestrutura do aplicativo não foi projetada para grande volume de chatbots, sugerindo que tais serviços sejam distribuídos por lojas de aplicativos ou sites próprios.
Impacto no mercado de IA no Brasil
O Cade mantém histórico de punições a práticas consideradas anticoncorrenciais; somente em 2025, as multas aplicadas pela autarquia somaram mais de R$ 1,4 bilhão, segundo dados públicos.

Para startups brasileiras de IA, a decisão cautelar abre brecha para retomar projetos de integração com o WhatsApp, plataforma que, segundo o DataReportal, alcança 93% dos usuários de internet no país.
Empresas de tecnologia agora aguardam os próximos passos do processo administrativo, que pode resultar em acordo, arquivamento ou imposição de sanções à Meta.
No fim do procedimento, as partes ainda poderão recorrer ao Tribunal do Cade, etapa que costuma estender a discussão por meses.
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Crédito da imagem: Divulgação / AP Photo
