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Luca Argel enfrenta masculinidade tóxica em ‘O Homem Triste’
Luca Argel enfrenta masculinidade tóxica em ‘O Homem Triste’ – Lançado em 23 de janeiro nas plataformas digitais, o quinto álbum autoral do cantor carioca radicado em Portugal mergulha na construção social que, ainda na infância, ensina meninos a esconder sentimentos.
Com produção musical de Moreno Veloso e arte de capa assinada pela artista visual Marina Poppovic, o projeto reúne nove canções inéditas que funcionam como capítulos de uma jornada emocional.
Conceito e faixas em destaque
No repertório, Argel utiliza versos que citam Caetano Veloso e Manel Cruz para ilustrar como o “manual do homem invulnerável” é aprendido na TV, na escola e nos filmes de herói.
A faixa-título dá o tom confessional do disco, enquanto “Primeiro Mar” compara o útero materno a um oceano de pertencimento. Outros pontos altos são “Tive que Mentir”, “É Pedir Demais?” e o encerramento “Quando a Cura Começa”, parceria com César Lacerda.
O debate sobre masculinidade tóxica
Ao expor fragilidades masculinas, Argel dialoga com pesquisas de saúde pública que associam o modelo do “homem invencível” a maiores índices de depressão e violência. Estudos da Fiocruz mostram que homens criados sob esse padrão tendem a adiar cuidados médicos e apresentar quadros de sofrimento psíquico.
O artista já havia abordado machismo em “Meigo Energúmeno – Luca Argel canta Vinicius” (2025) e aprofunda a crítica agora, adotando sonoridade mais pop sem abandonar o canto suave que marca sua discografia.

Gravado entre Rio de Janeiro e Almada, o álbum conta com músicos como Alberto Continentino, Domenico Lancellotti, Pedro Sá e Pri Azevedo, além das cordas orquestradas por Marcelo Caldi, reforçando a atmosfera íntima pretendida.
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Crédito da imagem: Divulgação
