Scott Adams morre aos 68 anos, criador de Dilbert
Scott Adams morre após enfrentar um câncer de próstata que evoluiu para os ossos, conforme comunicado publicado por sua ex-esposa, Shelly Miles, em janeiro de 2026.
A notícia foi divulgada durante uma transmissão do podcast “Real Coffee with Scott Adams”, quando Miles leu uma carta deixada pelo cartunista. O autor, famoso pela tira corporativa “Dilbert”, já estava em cuidados paliativos.
Do diagnóstico à despedida
Adams revelou a doença em 2025, logo após o ex-presidente Joe Biden confirmar diagnóstico semelhante. Na ocasião, o cartunista declarou que “esperava partir no verão”, previsão que se confirmou meses depois. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens no Brasil, com estimativa de 71 mil novos casos por ano — dados que ressaltam a importância do rastreamento regular. Para saber mais sobre prevenção, acesse o portal do INCA.
Em 2024, a doença já o havia deixado paraplégico, limitando suas aparições públicas. Ainda assim, Adams manteve a produção de vídeos e podcasts para mais de 200 mil inscritos em seu canal no YouTube.
Legado, carreira e controvérsias
Lançada em 1989, “Dilbert” satirizou o dia a dia corporativo e chegou a ser publicada em cerca de 2 mil jornais ao redor do mundo. O humor ácido garantiu prêmios como o National Cartoonists Society Award.
Nesta última década, porém, Adams tornou-se figura polêmica. Ele defendeu o então presidente Donald Trump, questionou dados sobre o Holocausto e criticou a vacinação contra a Covid-19. Em 2023, perdeu espaço em diversos veículos após classificar pessoas negras como “grupo de ódio”.

Mesmo diante das controvérsias, a influência de Adams permanece relevante na cultura pop e no universo dos quadrinhos, alimentando debates sobre limites do humor e responsabilidade pública.
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Crédito da imagem: Divulgação
