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Preço do petróleo avança US$ 1,60 com oferta iraniana em risco
Preço do petróleo avança US$ 1,60 com oferta iraniana em risco – Na última terça-feira (13 de janeiro), as cotações internacionais do petróleo fecharam em alta superior a 2%, diante da possibilidade de que sanções e tensões internas reduzam as exportações do Irã, membro influente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
O Brent, referência global, encerrou o pregão a US$ 65,47 por barril, salto de US$ 1,60 (+2,5%). Já o West Texas Intermediate (WTI) subiu US$ 1,65 (+2,8%), alcançando US$ 61,15.
Tensão geopolítica sustenta a alta
O receio de que protestos no Irã — reprimidos com saldo de cerca de 2 mil mortos, segundo autoridades locais — levem a um bloqueio das vendas de 3,3 milhões de barris diários elevou a busca por proteção no mercado de commodities. A ameaça de tarifas de 25% anunciada pelos Estados Unidos a países que continuem comprando petróleo iraniano ampliou a pressão compradora.
Analistas lembram que a China, maior cliente de Teerã, representa parcela significativa dessa demanda. “Caso Pequim se afaste, o impacto no fornecimento global seria imediato”, avaliou Bob Yawger, da Mizuho Securities.
De acordo com dados do Banco Central do Brasil, choques de oferta no Oriente Médio geralmente provocam reajustes de curto prazo de 5% a 10% nas cotações do Brent.
Oferta venezuelana não compensa possível corte
A perspectiva de aumento de produção na Venezuela, que tenta recuperar capacidade após anos de sanções, não foi suficiente para neutralizar a apreensão. Além disso, quatro petroleiros gerenciados por empresas gregas foram atingidos por drones não identificados no Mar Negro enquanto se dirigiam ao terminal do Caspian Pipeline Consortium, adicionando novo fator de risco logístico.

No pico da sessão, os contratos chegaram a subir mais de 3%, atingindo o maior patamar em três meses, após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar que não se reuniria com autoridades iranianas enquanto a violência contra manifestantes continuasse.
O movimento de alta reforça a volatilidade típica do mercado de energia. Para acompanhar outras notícias sobre segurança e geopolítica que afetam as commodities, acesse nossa editoria de Polícia.
Crédito da imagem: Divulgação / BP
