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segunda-feira, março 16, 2026

Suprema Corte dos EUA decide destino do tarifaço de Trump

Suprema Corte dos EUA decide destino do tarifaço de Trump

Suprema Corte dos EUA decide destino do tarifaço de Trump – A mais alta instância judiciária norte-americana pode divulgar, ainda nesta semana, o veredicto sobre a legalidade do aumento de tarifas de importação decretado por Donald Trump em 2025.

A medida elevou impostos sobre produtos de dezenas de países, incluindo o Brasil, e está sendo contestada por empresas afetadas e por 12 estados norte-americanos.

O que está em jogo para comércio e investidores

O processo avalia se o ex-presidente extrapolou seus poderes ao usar a Lei de Emergências Internacionais de 1977 para justificar tarifas de até 50%. O Departamento de Justiça alega que a legislação dá ao Executivo margem para agir sem aval do Congresso, enquanto opositores defendem que a regra só se aplica a crises reais.

Dados da Organização Mundial do Comércio indicam que o fluxo global de bens superou US$ 25 trilhões em 2024; qualquer mudança tarifária nos EUA, segundo analistas, pode recalibrar cadeias produtivas em diversos continentes.

Impacto direto nas exportações brasileiras

O tarifaço adicionou 10% sobre itens brasileiros em abril de 2025 e, três meses depois, mais 40%, excetuando produtos como suco de laranja, petróleo e autopeças. Em novembro, após diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Washington reduziu a incidência sobre café, carnes e frutas.

Caso as tarifas sejam consideradas ilegais, além de revogadas, parte dos bilhões já arrecadados poderá ser devolvida às empresas. A Cooperative Coffees, importadora de grãos na Geórgia, calculou gasto de US$ 1,3 milhão apenas entre abril e novembro de 2025.

Possíveis cenários após a decisão

Uma confirmação da legalidade fortaleceria a estratégia unilateral de Trump e criaria jurisprudência para futuros presidentes ampliarem taxas sem consulta legislativa. Já a derrubada das tarifas pressionaria o Executivo a buscar negociações bilaterais e poderia reduzir a arrecadação prevista para a próxima década.

Durante a audiência pública de novembro passado, juízes conservadores enfatizaram o “poder inerente” do presidente em política externa, sinalizando divisão em um tribunal com maioria de 6 × 3.

No balanço preliminar de 2025, economistas apontaram que o impacto sobre a inflação norte-americana foi menor que o temido, mas setores exportadores brasileiros viram custos avançarem acima de 15% no mesmo período, segundo a Confederação Nacional da Indústria.

O resultado do julgamento, portanto, deve balizar não só a política comercial dos EUA, mas também futuras disputas sobre a separação de poderes entre Casa Branca e Congresso.

Para acompanhar repercussões internacionais e análises econômicas, visite nossa editoria de Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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