- Família acha óleo em busca de água e pode lucrar até 1%
- Motorista arrasta moto e explosão após colisão assusta Fortaleza
- Motociclista de 23 anos atropela atleta em prova e é preso
- Laptop achado e rota refeita: nova pista sobre sumiço de Vitória
- Vídeo: carro arrasta moto e explode após briga em Fortaleza
Balança comercial da China fecha 2025 com recorde
Balança comercial da China fecha 2025 com recorde – A segunda maior economia do planeta encerrou 2025 com superávit de US$ 1,189 trilhão, o maior da série histórica, segundo dados alfandegários divulgados recentemente.
O desempenho superou a marca de um trilhão de dólares pela primeira vez em novembro e reflete a estratégia de redirecionar vendas para África, Sudeste Asiático e América Latina, amenizando o impacto das tarifas impostas pela administração Trump.
Recorde puxado por novos mercados
As exportações chinesas cresceram 6,6 % em dezembro na comparação anual, enquanto as importações avançaram 5,7 %. Os embarques para os Estados Unidos caíram 20 % em 2025, porém saltaram 25,8 % para a África e 13,4 % para o bloco ASEAN.
Para o economista-chefe do HSBC na Ásia, Fred Neumann, o resultado é fruto da elevada competitividade e do ganho de produtividade dos fabricantes. A avaliação é corroborada por análises do Banco Central do Brasil que apontam mudança semelhante no perfil de parceiros comerciais de outros grandes exportadores.
Além de máquinas e eletrônicos, o país bateu recorde de vendas de terras raras e de importação de soja, preferindo fornecedores sul-americanos diante da tensão com Washington.
Desafios de 2026 e tensão com EUA
Especialistas alertam que o avanço do superávit pode acirrar disputas com parceiros que exportam manufaturados concorrentes. Há ainda a preocupação interna com a fraca demanda doméstica e a crise prolongada do setor imobiliário.
Enquanto isso, a Casa Branca estuda manter ou ampliar tarifas, e a Suprema Corte americana pode analisar a legalidade das sobretaxas ainda neste semestre. Analistas da Capital Economics destacam que a ameaça de um imposto de 25 % a países que negociam com o Irã mantém o clima de incerteza.

Mesmo assim, projeções indicam que a China deve continuar ganhando participação no comércio global em 2026, impulsionada pela instalação de fábricas no exterior e pela forte procura por chips e componentes de menor custo.
No cenário doméstico, Pequim tem sinalizado necessidade de ajustar incentivos para evitar o excesso de oferta e preservar a imagem do país junto a clientes europeus, que já questionam possíveis subsídios ocultos, especialmente no setor de energia solar.
Para acompanhar outras análises sobre câmbio, exportações e indicadores globais, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
