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Influenciadores digitais: 51% já pensam em deixar a carreira
Influenciadores digitais: 51% já pensam em deixar a carreira – Um relatório global da ManyChat, publicado em 14 de janeiro de 2026, revela que 51% dos criadores de conteúdo cogitaram abandonar a profissão no último ano.
O dado expõe o desgaste provocado por longas jornadas, pressão por relevância contínua e ganhos financeiros instáveis, cenário bem diferente do glamour que costuma aparecer nas redes sociais.
Carga de trabalho supera empregos tradicionais
Segundo o estudo, os criadores dedicam em média 20 horas semanais a planejamento, gravação e edição antes mesmo de lidar com tarefas administrativas, negociação com marcas e controle financeiro.
Responder comentários e mensagens consome mais 2 a 3 horas por semana; para 5% dos entrevistados, a gestão da caixa de entrada já equivale a um emprego em tempo integral. Esse volume contrasta com a percepção de facilidade descrita por 26% do público.
Baixa remuneração e estigma profissional
Quase três em cada quatro influenciadores faturam menos de US$ 10 mil anuais (aproximadamente R$ 53 mil). Os pagamentos das plataformas representam 39% da receita, seguidos por parcerias e patrocínios, com 28%.
A remuneração modesta ganha contornos mais complexos quando comparada à renda média de trabalhadores formais no Brasil, estimada em R$ 3.000, de acordo com dados do IBGE. Essa diferença explica por que 23% dos criadores listam a falta de retorno financeiro como principal motivo para desistir.
Geração Z sente a pressão com mais força
O levantamento indica que 55% dos criadores pertencentes à Geração Z pensaram em abandonar a carreira. Entre as razões, destacam-se perda de motivação (17%), rotina longa (16%) e esgotamento criativo (11%).
A expectativa de autonomia acaba trocada por sensação constante de cobrança. Uma em cada dez pessoas gostaria de “sumir” das redes por um tempo, mas sente que não pode se desconectar sem comprometer resultados.

IA, competição e futuro da profissão
Para 2026, a principal preocupação é a concorrência com conteúdo gerado por inteligência artificial. Mesmo assim, a maioria dos entrevistados já utiliza IA para brainstorming, pesquisa e edição, tentando equilibrar produtividade e autenticidade.
Especialistas citados no relatório recomendam encarar o perfil de criador como um negócio: definir processos, estabelecer limites e diversificar fontes de renda são passos apontados como cruciais para reduzir o risco de burnout.
No universo dos criadores, a promessa de liberdade ainda existe, mas depende cada vez mais de profissionalização e gestão estratégica.
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Crédito da imagem: Divulgação
