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Banco Master: PF bloqueia R$ 5,7 bi e STF assume caso
Banco Master volta ao centro das atenções após nova fase da Operação Compliance Zero, que cumpriu 42 mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens.
A ofensiva, autorizada pelo ministro Dias Toffoli, amplia a investigação sobre supostas fraudes financeiras e agora alcança parentes do controlador Daniel Vorcaro, além de nomes influentes do mercado.
Da liquidação decretada pelo BC às buscas da PF
A crise do Master ganhou força quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição, alegando “situação econômico-financeira comprometida” e infrações às normas bancárias. A medida encerra atividades, nomeia um liquidante e visa proteger depositantes, conforme o procedimento oficial do BC.
Paralelamente, a Polícia Federal sustenta que o banco emitiu cerca de R$ 50 bilhões em CDBs com juros fora do padrão de mercado sem comprovar liquidez. Parte desses recursos teria sido destinada à compra de créditos inexistentes, numa tentativa de inflar balanços e atrair investidores.
Estratégia de captação arriscada e impactos no sistema
O Master captava poupadores oferecendo retornos elevados, amparado na cobertura de até R$ 250 mil do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Segundo o FGC, quase 80 % dos investidores de varejo mantêm aplicações abaixo desse limite, o que reduziu a percepção de risco e acelerou a captação.
Esses passivos, sustentados por ativos de baixa liquidez como precatórios, expuseram o banco a desequilíbrios que culminaram em busca por compradores. Negociações com o BRB e, depois, com a Fictor Holding fracassaram em meio às investigações.
TCU revisa decisão e STF coloca processo em sigilo
A liquidação extrajudicial foi contestada no Tribunal de Contas da União, mas o relator Jhonatan de Jesus suspendeu inspeção presencial após diálogo com o BC, permitindo apenas diligências técnicas nos documentos.
No Supremo, Toffoli acolheu o inquérito e impôs sigilo, citando a necessidade de preservar dados sensíveis do sistema financeiro. Entre as medidas, estão sequestro de bens, apreensão do celular de Vorcaro e análise de transações ligadas a fundos de pensão.

Alvos, defesa e próximos passos
Além de Vorcaro, entraram na mira o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur. A defesa de Vorcaro afirma que ele “colabora integralmente” e nega tentativa de fuga ao ser retido em Guarulhos com destino a Dubai.
Especialistas lembram que, se confirmadas as fraudes, os prejuízos poderão ser cobrados dos controladores e de eventuais gestores omissos, enquanto investidores cobertos pelo FGC têm até 250 mil garantidos por CPF e instituição.
No momento, a PF analisa documentos apreendidos em cinco estados. Concluída essa fase, o Ministério Público decidirá se apresenta denúncia criminal, passível de penas por gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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Crédito da imagem: Divulgação
