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Preço do aluguel residencial sobe 9,44% em 2025 no Brasil
Preço do aluguel residencial sobe 9,44% em 2025 no Brasil – Dados do Índice FipeZAP divulgados em 15 de janeiro apontam que os novos contratos de locação ficaram, em média, 9,44% mais caros ao longo de 2025.
Apesar de representar uma desaceleração em relação ao avanço de 13,50% registrado em 2024, o reajuste continua mais que o dobro da inflação oficial medida pelo IPCA, que acumulou 4,26% no mesmo período.
Inflação, emprego e poder de compra explicam o salto
Economistas ouvidos pelo FipeZAP associam o desempenho ao mercado de trabalho aquecido, cuja taxa de desocupação recuou para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, a menor da série histórica iniciada em 2012.
Com renda preservada e salário mínimo crescendo acima da inflação, inquilinos conseguem absorver aumentos, enquanto proprietários buscam recompor perdas sofridas durante a pandemia. A diferença entre o reajuste dos aluguéis e o IPCA calculado pelo IBGE gerou alta real de 4,97% nos contratos assinados em 2025.
Cidades mais caras e maiores variações
Entre as 36 localidades acompanhadas, apenas Campo Grande (-4,36%) e São José (-3,10%) registraram queda no valor médio do metro quadrado.
Teresina liderou a escalada anual entre as capitais, com 21,81%, seguida por Belém (17,62%), Aracaju (16,73%) e Vitória (15,46%). No ranking geral, Barueri (SP) mantém o topo dos preços: R$ 70,35/m², o que significa cerca de R$ 3.517 mensais por um apartamento de 50 m².
Belém ocupa o segundo lugar no levantamento, com R$ 63,69/m², à frente de São Paulo (R$ 62,56/m²) e Recife (R$ 60,89/m²). No extremo oposto, Pelotas (RS) apresenta o valor mais baixo, R$ 22,42/m².
Perspectivas para 2026
Especialistas projetam continuidade dos reajustes acima da inflação no primeiro semestre de 2026, porém em ritmo moderado. O novo piso salarial e a atualização da tabela do Imposto de Renda — que amplia isenção até R$ 5 mil — devem aliviar parte do orçamento das famílias, mas não o suficiente para reverter totalmente a tendência de alta.

Para locatários, a recomendação é comparar propostas, negociar contratos com prazo maior e avaliar o custo-benefício de imóveis um pouco mais distantes dos centros comerciais, onde há maior oferta e preços mais competitivos.
No caso dos proprietários, vale atentar para o teto de comprometimento de renda dos inquilinos, que costuma girar em torno de 30%. Ultrapassar esse patamar eleva o risco de inadimplência, especialmente em períodos de maior instabilidade econômica.
Com o preço médio nacional em R$ 50,98/m² — equivalente a R$ 2.549 por um apartamento padrão de 50 m² —, o mercado de locação segue pressionado em grandes centros, exigindo planejamento financeiro de quem pretende mudar ou renovar contrato em 2026.
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Crédito da imagem: Divulgação / Governo de São Paulo
