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Reag e Banco Master: PF mira fraudes e BC decreta liquidação
Reag e Banco Master – Na última quinta-feira (15 de janeiro de 2026), o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da CBSF DTVM, antigo nome da Reag Investimentos, aprofundando o elo da gestora com a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
A decisão ocorre após indícios de descumprimento de normas prudenciais e soma-se às buscas realizadas um dia antes em endereços ligados ao Banco Master e a João Carlos Mansur, fundador da Reag, em um inquérito que já bloqueou mais de R$ 5,7 bilhões.
Liquidação da gestora e impacto para investidores
Com a liquidação, a Reag deixa imediatamente de administrar e gerir recursos. Os mais de 80 fundos sob sua tutela serão transferidos a outras instituições habilitadas, segundo informou o BC.
A autoridade monetária enquadrou a gestora no segmento prudencial S4, responsável por menos de 0,001 % do ativo do Sistema Financeiro Nacional, sinalizando risco limitado à estabilidade do mercado.
Operação Compliance Zero amplia suspeitas
Deflagrada na quarta-feira (14), a segunda fase da Compliance Zero cumpriu 42 mandados de busca em cinco estados. Agentes apreenderam celulares, veículos de luxo e R$ 97,3 mil em espécie.
De acordo com a PF, recursos de investidores eram captados, direcionados a fundos e desviados para o patrimônio pessoal de Daniel Vorcaro, controlador do Master, e de familiares. A estimativa é que o esquema tenha movimentado cifras bilionárias, valor próximo ao registrado em fraudes bancárias no país, segundo dados da Febraban.
João Carlos Mansur e o histórico de investigações
Mansur, que renunciou ao comando da Reag em setembro de 2025, já havia sido citado na Operação Carbono Oculto, que investigou lavagem de dinheiro do PCC por meio de fundos de investimento avaliados em R$ 30 bilhões.

Com 35 anos de experiência no mercado, o executivo afirma ter estruturado mais de 200 fundos. Ele nega envolvimento em irregularidades e, por meio de nota publicada no site da holding, diz colaborar com as autoridades.
Expansão acelerada antes da crise
Entre 2024 e 2025, a Reag protagonizou aquisições de gestoras como Empírica e incorporou a plataforma GetNinjas, passando a negociar ações sob o código REAG3. O conglomerado também listou a CiabraSF (ADMF3) e a Reeve (RVEE3), alcançando patrimônio administrado estimado em R$ 240 bilhões.
Especialistas apontam que o rápido crescimento por meio de fusões pode ter dificultado a fiscalização interna, abrindo brechas para falhas de compliance e riscos sistêmicos.
No desfecho do caso, o Banco Central continuará apurando responsabilidades e poderá aplicar sanções administrativas. Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação
