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Incêndio final e culto macabro: ‘Templo dos Ossos’ eleva terror
Cinemas de todo o Brasil – A quarta parte da franquia “Extermínio” chega nesta quinta-feira (15) prometendo mais do que zumbis famintos: “O Templo dos Ossos” aposta no horror psicológico e coloca o espectador diante de um vilão fanático que rouba a cena.
- Em resumo: Ralph Fiennes vive o ponto alto da saga em uma sequência de fogo que já nasce clássica.
Por que o novo capítulo supera o filme anterior?
De volta ao roteiro, Alex Garland aprofunda o dilema apresentado em 2002: quando a civilização ruir, o maior perigo pode ser o próprio ser humano. O líder Jimmy Crystal (Jack O’Connell) manipula fé e sadismo para comandar um culto nômade, enquanto o Dr. Ian Kelson tenta dialogar com um “zumbi alfa”. O embate entre esses mundos sustenta duas horas de tensão contínua, algo pouco comum no subgênero, segundo dados de bilheteria do primeiro filme que faturou US$ 82 milhões há 24 anos.
O diretor Danny Boyle não está na cadeira, mas a condução segura de Nia DaCosta mantém a câmera inquieta e prioriza closes que reforçam o estado mental dos personagens.
“É só o que sabem fazer”, dispara uma seguidora de Jimmy antes de torturar sobreviventes, evidenciando que a infecção zumbi contaminou a moral de quem ainda respira.
Poder de fogo e reflexão ética no mesmo pacote
O clímax, incendiado por Fiennes, combina ação visceral com debate bioético: até onde um cientista pode ir para salvar a humanidade? A resposta, dada em chamas, é perturbadora e alça o ator ao pódio de performances memoráveis do terror recente.

Vale lembrar que, segundo a British Film Institute, 62% dos longas de zumbi desta década focam em personagens jovens. “Templo dos Ossos” contraria a estatística ao colocar um médico na casa dos 60 anos no centro da narrativa, aumentando a identificação de públicos mais velhos e ampliando o alcance de bilheteria.
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Crédito da imagem: Divulgação
