Tiroteio com 73 disparos no Crato termina com 4 mortos

Tiroteio com 73 disparos no Crato termina com 4 mortos

CRATO/CE – Um confronto entre o Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI) e suspeitos armados, na noite de 15 de fevereiro, transformou o bairro Alto da Penha em zona de guerra e resultou em quatro mortos, quatro feridos e um arsenal apreendido.

  • Em resumo: Polícia apreende pistolas, revólveres e 73 munições após tiroteio de alta duração.

Entenda a reação policial

Por volta das 18h30, uma equipe do BEPI se deparou com quatro homens dentro de um Jac J3 Turin azul. A tentativa de abordagem virou troca intensa de tiros, ferindo o quarteto, que não resistiu ao chegar ao Hospital São Camilo. Um policial sofreu apenas torção no joelho.

Segundo o Atlas da Violência, o Ceará registrou taxa de 37,9 homicídios por 100 mil habitantes em 2023, indicador que mantém a segurança pública sob alerta permanente.

“O veículo ficou crivado de balas, e recolhemos uma pistola .40, outra 7,65, dois revólveres calibre 38 e 73 munições”, informou a PMCE.

Quem são os mortos e o que motivou a ação

As vítimas foram identificadas como Levi Justino da Silva, 23; Felipe Eduardo dos Santos, 19; Artanio Hipólito de Oliveira, 25, o “Neguinho”; e Cícero Jefferson Martins, 29, o “Cicinho”. Informações de inteligência apontavam que o grupo planejava ataques nos bairros Pantanal ou Mutirão.

Levi respondia por desacato; “Cicinho” integrava associação criminosa; já “Neguinho” acumulava passagens por tráfico, roubos e homicídio – inclusive o assassinato de Francisco Eugênio Siqueira de Lima em 6 de março de 2024.

Efeitos colaterais e segundo confronto

Quase simultaneamente, patrulhas do RAIO trocaram tiros com dois homens em uma moto nas proximidades do Mercado Walter Peixoto. Um suspeito foi baleado e o comparsa preso. Dois adultos, um adolescente e uma criança foram atingidos de raspão.

Especialistas lembram que, em operações urbanas, ferimentos colaterais pressionam o Estado a investir em protocolos de redução de danos, como previsto na Lei 13.060/2014, que prioriza meios não letais.





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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino

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