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Cozinheiro pega 41 anos por feminicídio brutal em Lavras
Lavras da Mangabeira (CE) – Numa sessão que mobilizou o município, o Tribunal do Júri sentenciou o cozinheiro Expedito Rosendo da Silva, 34, a 41 anos e 10 meses de prisão por assassinar a facadas a companheira Patrícia Domingos da Silva, 48, e ferir um adolescente que testemunhava a cena.
- Em resumo: réu não poderá recorrer em liberdade após feminicídio motivado por ciúmes e suposta “possessão demoníaca”.
O julgamento que chocou a cidade
O crime ocorreu em 26 de setembro de 2024, dentro da casa do casal, na Rua Melquiades Pinto, bairro Cruzeiro. De acordo com a acusação, Expedito se enfureceu porque Patrícia “demorou a voltar para casa”, golpeando-a múltiplas vezes. Um menor de 17 anos, também atacado, sobreviveu.
Ferido ao tentar se suicidar após o ataque, o cozinheiro foi levado sob escolta ao Hospital Regional do Cariri. Mesmo alegando estar “possuído pelo demônio” e já respondendo a processos de ameaça e violência doméstica, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a denúncia do Ministério Público.
“A gravidade dos fatos e a reincidência exigem pena severa”, argumentou o promotor João Eder Lins durante a sustentação oral.
Escalada da violência contra mulheres
Casos como o de Patrícia reforçam um cenário preocupante: somente em 2023, o Brasil registrou 1.437 feminicídios, segundo o Atlas da Violência. Isso equivale a quase quatro mulheres mortas por dia em razão de gênero.

No Ceará, 53 feminicídios foram notificados no mesmo período, alta de 23% frente ao ano anterior. A legislação prevê penas de 12 a 30 anos, mas circunstâncias como tentativa de suicídio para simular arrependimento e histórico de agressões agravam a punição, como ocorreu neste caso.
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Crédito da imagem: Divulgação
