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Acordo Mercosul-UE destrava mercado de US$ 22 trilhões
Assunção, Paraguai – Após 25 anos de negociações, Mercosul e União Europeia assinaram o maior tratado de livre comércio do planeta, passo que promete reduzir tarifas para mais de 90% dos produtos e inserir o Brasil num mercado estimado em US$ 22 trilhões.
- Em resumo: pacto deve eliminar barreiras para bens agroindustriais, ampliando o alcance das exportações brasileiras.
O que muda nas tarifas e quem ganha
O texto do acordo prevê corte gradual de impostos sobre carne bovina, etanol, automóveis e máquinas agrícolas. Segundo dados do IBGE, esses itens respondem por quase 40% da pauta exportadora nacional, o que pode turbinar o saldo da balança comercial já em três anos.
Analistas estimam que os embarques brasileiros ao bloco europeu podem crescer até 12% ao ano, fortalecendo cadeias produtivas no campo e na indústria.
“Essa é uma parceria baseada no multilateralismo”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após classificar o processo como “25 anos de sofrimento”.
Próximos passos e efeito dominó nas negociações
Apesar da assinatura, o tratado só entrará em vigor após aprovação nos Parlamentos dos 31 países envolvidos – etapa que poderá se estender até 2028, a exemplo do acordo UE-Canadá, ratificado em seis anos.

Enquanto isso, o Brasil avança em mesas paralelas com Emirados Árabes, Canadá e Vietnã e já discute a ampliação de preferências tarifárias com a Índia. A expansão da rede de acordos eleva a competitividade de empresas nacionais, que hoje pagam, em média, tarifa de 8% para entrar na Europa.
O que você acha? A parceria vai acelerar a economia brasileira ou a ratificação ainda é um obstáculo? Para mais análises internacionais, visite nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
