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Rombo do Banco Master faz Haddad exigir BC sobre fundos
Ministério da Fazenda – Na última segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, o ministro Fernando Haddad defendeu que a regulação dos fundos de investimento saia da CVM e passe para o Banco Central, em resposta direta ao escândalo que levou à liquidação do Banco Master.
- Em resumo: Haddad quer ampliar o poder do BC após fundos inflarem artificialmente o patrimônio do Master.
Por que o BC pode ganhar novos poderes
Em entrevista ao UOL, Haddad argumentou que a interseção crescente entre fundos e instituições financeiras exige supervisão única. Segundo dados do Banco Central, o setor de fundos movimenta mais de R$ 8,2 trilhões – quase o dobro do PIB brasileiro em 2025.
A proposta em discussão no Executivo ampliaria o “perímetro regulatório”, levando para o BC produtos hoje sob a Comissão de Valores Mobiliários. Na prática, isso permitiria fiscalizações in loco, aplicação de exigências prudenciais e integração imediata de informações contábeis com o Sistema Financeiro Nacional.
“O Banco Central tem de passar a fiscalizar os fundos; há intersecção grande hoje entre fundos e finanças”, disse Haddad.
Operação Compliance Zero expõe riscos sistêmicos
O debate ganhou urgência depois que a Operação Compliance Zero revelou que a gestora Reag usou fundos para inflar o balanço do Banco Master, já liquidado pelo BC, e é investigada por ligações com a facção PCC. Especialistas lembram que fraudes semelhantes desencadearam crises bancárias na década de 1990, quando o Proer custou R$ 22 bilhões aos cofres públicos.
Hoje, a CVM conta com 12 inspetores para monitorar mais de 26 mil fundos. Caso o BC assuma, a autarquia poderá utilizar sua estrutura de 3 800 servidores e o Sistema de Informações de Crédito (SCR) para detectar movimentos atípicos em tempo real.
O que você acha? A mudança tornaria o mercado mais seguro ou concentraria poder demais no BC? Para mais análises sobre finanças, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
