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Von der Leyen reage a tarifa de 10% e avisa: Groenlândia é inegociável
Davos, Suíça – Em discurso nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, no Fórum Econômico Mundial, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou como “erro estratégico” a tarifa de 10% anunciada por Donald Trump contra oito países europeus e declarou que a soberania da Groenlândia “não está em negociação”.
- Em resumo: UE promete resposta “unida, proporcional e firme” à ameaça tarifária dos EUA.
Por que a Groenlândia entrou na disputa?
O território autônomo pertence ao Reino da Dinamarca e concentra vastas reservas de terras raras, petróleo e gelo doce. Desde 2019, quando Trump manifestou interesse em comprá-lo, Washington e Bruxelas colecionam atritos. Ao reiterar que “um acordo é um acordo”, Von der Leyen cobrou respeito mútuo entre aliados, citando dados oficiais da Comissão Europeia que apontam que o comércio transatlântico movimenta mais de € 1 trilhão por ano.
Segundo analistas ouvidos nos corredores de Davos, a escalada no Ártico envolve não apenas questões comerciais, mas também rota de navegação estratégica aberta pelo degelo, que pode reduzir em até 40% o tempo de viagem entre Europa e Ásia.
“A soberania e a integridade territorial da Groenlândia e do Reino da Dinamarca são inegociáveis”, reforçou a presidente da Comissão Europeia.
Tarifa de 10%: efeito bumerangue para EUA e UE
Estudo do Instituto Ifo, de Munique, estima que cada ponto percentual extra em tarifas bilaterais pode cortar 0,1% do PIB de ambas as economias. Von der Leyen alertou que “entrar em espiral descendente” só beneficiaria rivais estratégicos, citando China e Rússia.
O pronunciamento também empurrou o tema para a OTAN: Estados-membros temem que a fissura comercial contamine a cooperação militar no Ártico, região onde exercícios conjuntos aumentaram 25% desde 2020.

Mercosul vira carta de diversificação europeia
No mesmo palco, Von der Leyen celebrou o acordo UE-Mercosul, que criará a maior zona de livre comércio do planeta: 31 países, mais de 700 milhões de consumidores e cerca de 20% do PIB global. O tratado, negociado por 25 anos, reforça a meta de Bruxelas de reduzir dependência de matérias-primas americanas.
Além de prometer corte de tarifas em setores como agroindústria e manufaturas, o texto prevê cláusula ambiental vinculada ao Acordo de Paris, obrigando auditorias anuais de emissão de carbono.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
