Legado vermelho e €200 milhões: morte de Valentino abala moda
ROMA, ITÁLIA – O estilista Valentino Garavani, criador do famoso “vermelho Valentino” e dono de um patrimônio estimado em €200 milhões, morreu em 19 de janeiro, aos 93 anos, segundo comunicado da Fundação Valentino Garavani e Giancarlo Giametti.
- Em resumo: Tributos de estrelas e designers ressaltam o fim de uma era na alta-costura.
Da cor icônica ao império de luxo
Responsável por transformar a Via Condotti no endereço do glamour romano, Valentino ergueu em seis décadas um império de prêt-à-porter, acessórios e fragrâncias. De acordo com dados da Camera Nazionale della Moda Italiana, o segmento de luxo italiano movimentou €75 bilhões em 2023, cenário em que a maison se manteve como vitrine de elegância teatral.
O estilista foi apelidado de “último imperador” no documentário homônimo de 2008, ao retratar a vida cercada por palácios, iates e clientes como Jackie Kennedy, Sophia Loren e Gwyneth Paltrow.
“Parece o fim de uma era. Sentirei muita falta dele, assim como todos que o amavam. Descanse em paz, Vava”, lamentou Gwyneth Paltrow nas redes sociais.
Impacto imediato: vitrines, tapetes vermelhos e sucessão
Analistas consultados pela imprensa europeia avaliam que a morte de Valentino reforça a missão dos diretores criativos Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli de equilibrar modernidade e legado clássico. As coleções de Alta-Costura 2026, previstas para Paris em julho, já são apontadas como termômetro da reação do mercado.

Além do luto, a ausência do estilista reacende discussões sobre a preservação do “vermelho Valentino” como marca registrada. No campo financeiro, especialistas preveem valorização de até 12% em peças vintage assinadas por ele, fenômeno comum após a perda de ícones, como mostrou um levantamento da Sotheby’s em 2024.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
