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Milei surpreende com superávit de US$ 11,3 bi e pressiona vizinhos
BUENOS AIRES – A Argentina encerrou 2025 com superávit comercial de US$ 11,286 bilhões, consolidando o segundo ano consecutivo de saldo positivo sob a política de “déficit zero” do presidente Javier Milei e reacendendo o debate sobre competitividade na América do Sul.
- Em resumo: Exportações avançaram 9,3% e mantiveram a balança no azul, mesmo abaixo do recorde histórico de 2024.
Por que o saldo voltou a crescer
O Banco Central do Brasil aponta que superávits prolongados costumam reduzir o risco-país, e o governo argentino usou a folga para defender a continuidade de cortes de gastos e subsídios.
No ano, o país vendeu US$ 87,077 bilhões, impulsionado por alta de 21,2% em produtos primários – principalmente soja, milho e trigo – e leve expansão de 6% nas manufaturas de origem industrial. As importações totalizaram US$ 75,791 bilhões, contidas pela manutenção do controle cambial.
“A âncora fiscal é e seguirá sendo política de Estado”, celebrou Milei na rede X após a divulgação dos números.
Reflexos internos e efeito regional
Embora o saldo de 2025 fique US$ 7,6 bilhões abaixo do pico de 2024, especialistas lembram que dois anos consecutivos no azul não eram registrados desde 2008, quando a bonança das commodities impulsionou as contas externas argentinas.
O resultado traz alívio ao Tesouro, mas também pressiona parceiros. O Brasil, maior cliente, respondeu por US$ 12,771 bilhões em compras de produtos argentinos, enquanto vendeu US$ 18,424 bilhões. Para analistas, a diferença reforça a dependência portenha da demanda brasileira e deve alimentar discussões sobre acordos no Mercosul.

Em paralelo, a política de arrocho fiscal fez a pobreza cair de 52,9% no primeiro semestre de 2024 para 31% em igual período de 2025, segundo o Indec. Organizações sociais, porém, alertam para cortes em educação, saúde e pesquisa, que podem reduzir o crescimento potencial no médio prazo.
O que você acha? O superávit comprova o sucesso do choque liberal ou esconde riscos sociais? Para mais análises, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
