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Brasil não é ‘bicho-papão’, diz Apex em ofensiva na Europa
BRASÍLIA – De olho na retomada do acordo Mercosul-União Europeia, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) anunciou, na última quinta-feira (22/01), uma ofensiva diplomática para redesenhar a imagem do país entre empresários e parlamentares europeus.
- Em resumo: Jorge Viana quer rodadas de “sensibilização” no Velho Continente para mostrar que o Brasil é parceiro confiável e destravar a ratificação do tratado.
Por que a imagem preocupa o Planalto
Em 21 de janeiro, o Parlamento Europeu decidiu submeter o texto do acordo comercial à Corte de Justiça Europeia, o que pode arrastar uma negociação iniciada em 1999. Viana classificou o ato como “manobra política”, mas reconheceu que o movimento está dentro das regras do jogo democrático.
Para virar o jogo, a Apex planeja missões em capitais estratégicas e pretende levar o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a Bruxelas. O objetivo: colocar governistas e oposição europeia diante de dados econômicos e ambientais que contraponham críticas à política brasileira.
“Tem que respeitar isso. Mas nós vamos fazer a nossa parte”, afirmou Jorge Viana, ao citar que adotará a mesma estratégia de diálogo usada no episódio do “tarifaço”.
Negociação travada desde 1999
Assinado politicamente em 2019 após 20 anos de debate, o tratado Mercosul-UE cobre 25% do PIB mundial e pode eliminar tarifas para 91% das exportações brasileiras em até dez anos. Hoje, a União Europeia é o segundo maior destino das vendas externas do Brasil, atrás apenas da China, movimentando US$ 52,9 bilhões em 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura.
Mesmo assim, preocupações ligadas ao desmatamento e às regras trabalhistas mobilizam sindicatos agrícolas europeus, que comemoraram a consulta judicial na praça de Estrasburgo. Caso a Corte declare incompatibilidades, o texto terá de voltar ao estágio de renegociação, o que, na avaliação de diplomatas, comprometeria “toda uma geração” de abertura de mercado.

Internamente, Alcolumbre prometeu acelerar a análise do acordo quando o Congresso retomar as sessões em fevereiro. Viana, otimista, acredita em solução “ainda neste ano”, mas admite que uma vigência provisória poderia alimentar disputas judiciais e insegurança para investidores.
O que você acha? A campanha de charme da Apex será suficiente para destravar o maior acordo comercial da história do país? Para mais detalhes, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
