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Nasi usa IA para virar rock em samba e supera gravação de 2006
São Paulo (SP) – Nasi antecipa seu aniversário de 64 anos, nesta sexta (23), com um feito inusitado: transformar o rock sombrio “Corpo fechado”, lançado em 2006, num samba clássico graças à inteligência artificial. O single abre caminho para o álbum “nAsI – Artificial intelligence”, previsto ainda para o primeiro semestre de 2026.
- Em resumo: IA muda gênero da faixa e a nova versão supera a original, segundo a própria crítica especializada.
IA vira batuque: entenda a escolha de Nasi
Gravado originalmente em clima soturno, “Corpo fechado” ganhou a cadência de partido-alto que lembra Martinho da Vila. O cantor alimentou algoritmos com suas referências musicais e recebeu, de volta, arranjos que ele mesmo classificou como “mais orgânicos que o take de 20 anos atrás”. Dados do IBGE sobre consumo cultural indicam que 84% dos brasileiros já ouvem música via plataformas digitais, terreno fértil para experimentos como esse.
A nova mixagem não foi a única intervenção artificial. A capa do single, também gerada por IA, mostra um Nasi rejuvenescido no Arcos da Lapa, berço do samba carioca desde os anos 1930.
“É preciso abrir os ouvidos, sem preconceito, para as possibilidades musicais da IA”, destaca a crítica sobre o lançamento.
Do trap ao afro-cubano: o que vem no álbum ‘nAsI – Artificial intelligence’
Se o primeiro teste convenceu, o resto do projeto promete ainda mais estranhamento: “Ogum” (2010) teria virado um porto-riqueño, “Feitiço na rua 23” (2012) mergulhou no trap, e “Poeira nos olhos” (1995) apareceu com molho afro-cubano e título em espanhol, “Polvo en los ojos”. A estratégia mira o mercado latino, onde o espanhol domina 84% dos streamings, segundo a IFPI.

A aposta não é isolada. Artistas como Paul McCartney e Grimes também testam IA para revisitar catálogos, enquanto a União Europeia discute legislação específica para uso de vozes sintéticas. No Brasil, a Câmara analisa o PL 2338/2023, que prevê rotulagem obrigatória para obras criadas com algoritmos, reforçando debates sobre autoria e direitos conexos.
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Crédito da imagem: Divulgação
