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quarta-feira, abril 1, 2026

Séries lésbicas da Tailândia já somam US$ 50 mi e 300 mi views

Séries lésbicas da Tailândia já somam US$ 50 mi e 300 mi views

Bangkok, Tailândia – Um novo fenômeno televisivo vem transformando a representação LGBT no entretenimento global: as séries Girls’ Love (GL), romances entre mulheres produzidos no país, já geram receitas estimadas em dezenas de milhões de dólares e somam mais de 300 milhões de visualizações no YouTube, segundo a consultoria Rocket Media Lab.

  • Em resumo: 21 produções GL foram lançadas em 2024, projetando a Tailândia ao centro da conversa sobre diversidade.

Do experimento ao boom internacional

O “pontapé” aconteceu em 2022, quando a produtora GMMTV incluiu um casal feminino secundário na série “Bad Buddy”. A reação entusiasmada dos fãs levou à encomenda de “23.5”, primeiro título centrado exclusivamente em duas protagonistas mulheres, interpretadas por Pansa “Milk” Vosbein e Pattranite “Love” Limpatiyakorn.

Com distribuição gratuita no YouTube (legendada em até 10 idiomas), a estratégia remove barreiras de acesso em mercados de censura rígida, como China e Indonésia, reforçando o argumento de especialistas de que o streaming “pulveriza fronteiras”, conforme relatório da ONU Mulheres.

“Percebemos que o público pedia uma história dedicada a duas mulheres”, revelou o diretor Noppharnach Chaiyahwimhon (GMMTV).

Por que o público se engaja tanto?

Diferentemente da chamada “síndrome da lésbica morta”, comum em roteiros ocidentais, as produções tailandesas entregam finais felizes. A professora Eva Cheuk-Yin Li, do King’s College London, explica que esses arcos completos “validam” o público LGBT e atraem fãs que buscam narrativas positivas.

No Brasil, o fandom é crescente: a atriz tailandesa Mae Metharkarn reuniu centenas de pessoas em São Paulo, em maio de 2025. Além do apelo emocional, existe impacto econômico: o turismo ligado ao GL já movimenta hotéis e merchandising na capital Bangkok, segundo dados do Ministério do Turismo local, que estima alta de 12 % no fluxo de visitantes motivados por eventos de fãs.

O que você acha? As narrativas felizes das séries GL podem influenciar positivamente a aceitação LGBT no Brasil? Para acompanhar outras tendências da cultura pop, visite nossa editoria Pop.


Crédito da imagem: Divulgação / GMMTV via BBC

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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