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Trump ameaça diretora do Fed e expõe risco à inflação global
WASHINGTON, EUA – Na última quarta-feira (24), a ofensiva do ex-presidente Donald Trump para demitir a diretora do Federal Reserve, Lisa Cook, voltou a acender o alerta sobre a independência dos bancos centrais e as consequências diretas para a inflação que chega ao bolso de qualquer consumidor.
- Em resumo: ingerência política nos juros já derrubou moedas e disparou preços em outros países — e o mercado teme repetição do roteiro nos EUA.
Por que a independência do Fed mexe no seu bolso
Quando um banco central define a taxa básica sem pressões de governo, o resultado costuma ser inflação mais baixa e crescimento sustentado. Levantamento do Banco Central do Brasil indica que cada ponto perdido em autonomia pode elevar a inflação anual em até dois pontos percentuais.
Nos Estados Unidos, nenhum dirigente do Fed foi afastado por discordar da Casa Branca, mas a história mostra tentativas severas de influência. Em 1972, Richard Nixon convenceu Arthur Burns a conter os juros, gesto hoje apontado como semente de uma escalada inflacionária que exigiu, anos depois, taxas acima de 20% para ser contida.
“O episódio é amplamente visto como o ponto de partida de um surto inflacionário que só foi contido pelas ações politicamente impopulares de Paul Volcker.”
Pressão política pelo mundo: lições que assustam Wall Street
O risco não é teórico. Entre 2019 e 2023, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan demitiu quatro dirigentes por resistirem a cortes de juros; a inflação turca explodiu de 12% para 85%, enquanto a lira perdeu mais da metade do valor.
Na Argentina, a nacionalização do banco central em 1946 abriu caminho para décadas de impressão de moeda e hiperinflação. Dos 14 presidentes da autoridade monetária desde 2000, vários foram afastados por não aderirem à vontade do Executivo.

Cenário parecido se repetiu na Venezuela, onde emissões para financiar déficits levaram o índice de preços a superar 1.000.000% em 2018, e no Zimbábue, que chegou a imprimir uma nota de 100 trilhões de dólares em 2009.
Economistas lembram que, além de encarecer alimentos e aluguel, a perda de autonomia também eleva o custo da dívida pública — impacto sentido por toda a população via juros bancários e menor geração de empregos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
