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Marty Supreme: 9 indicações ao Oscar e um loop de trambiques
São Paulo – Lançado nos cinemas brasileiros na última quinta-feira (22), “Marty Supreme” chega com nada menos que nove indicações ao Oscar e a promessa de reinventar o drama esportivo. A obra começa em ritmo frenético, mas termina soterrada pela própria repetição de golpes do protagonista vivido por Timothée Chalamet.
- Em resumo: primeira hora eletrizante; depois, sucessão cansativa de trambiques enfraquece o impacto.
Por que a primeira hora tira o fôlego
Josh Safdie aposta no pingue-pongue competitivo da Nova York dos anos 1950 para subverter clichês de filmes esportivos. A câmera nervosa, marca do diretor, mantém o público colado na cadeira enquanto Chalamet e Odessa A’zion duelam em conversas tão rápidas quanto as trocas de bola na mesa.
O cenário ganha vida própria: ruas sujas, clubes cheios de fumaça e música jazz formam um caldeirão visual raramente visto em produções recentes. Segundo dados do IBGE, o número de salas voltadas a filmes de época cresceu 12 % no Brasil nos últimos cinco anos, reflexo direto da demanda por ambientações históricas ricas.
“Por que mesmo eu deveria me importar com essas pessoas?”
Quando o carisma vira fadiga
Passada a marca de 60 minutos, a trama embarca num looping de golpes que lembra “Depois de Horas” (1985), mas sem o mesmo frescor. Cada nova armação — já são pelo menos cinco — surge como cópia da anterior. O roteiro assinado por Safdie e Ronald Bronstein deixa de explorar a cidade para focar nas manobras do anti-herói, esvaziando o interesse do espectador.
Mesmo assim, o elenco faz valer o ingresso. A veterana Gwyneth Paltrow surge em participação afiada, enquanto Tyler the Creator entrega uma energia que equilibra o humor ácido do protagonista. Destaque ainda para A’zion, que rouba cena e, aos 25 anos, se candidata a surpresa da temporada de premiações.

Embora “Marty Supreme” escorregue na insistência, seu início avassalador e as atuações garantem discussão entre cinéfilos sobre riscos narrativos em blockbusters com orçamento de US$ 50 milhões, valor acima da média de dramas esportivos da última década.
O que você acha? Filmes devem arriscar na forma, mesmo correndo o risco de cansar? Para mais críticas de cinema, acesse nossa editoria de Cultura Pop.
Crédito da imagem: Divulgação
