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Antes da cela: Robinho foi acusado de estupro há 15 anos
Tremembé, SP – Prestes a completar 42 anos atrás das grades, Robinho revive um passado que pouca gente lembra: em 2009, na Inglaterra, o então astro do Manchester City já havia sido investigado por estupro. O episódio ocorreu 15 anos antes da condenação definitiva na Itália, que hoje o mantém na Penitenciária 2 de Tremembé por nove anos.
- Em resumo: a nova pena não é o primeiro ponto de interrogação na carreira do ex-atacante; ele já fora alvo de uma denúncia semelhante na Europa em 2009.
Investigação na boate inglesa volta ao holofote
Conforme relatado pela imprensa britânica à época, uma jovem de 18 anos acusou Robinho de abuso sexual em uma casa noturna de Leeds. O jogador negou, prestou depoimento e foi liberado sem indiciamento formal, mas o caso manchou sua temporada na Premier League e abriu um histórico que terminaria no tribunal italiano. Dados do Atlas da Violência mostram que apenas 1 em cada 10 denúncias de estupro no país de origem do atleta chegam a uma condenação, o que ajuda a explicar a repercussão quando um nome de alto perfil é envolvido.
Especialistas em direito esportivo lembram que clubes ingleses passaram a reforçar cláusulas contratuais de conduta após o episódio, exigindo comportamento irrepreensível também fora de campo.
“Nunca cometi qualquer agressão”, afirmou Robinho na saída da delegacia de Leeds, em janeiro de 2009.
Condenação italiana selou destino brasileiro
Em 2013, na época em que defendia o Milan, Robinho voltou a ser investigado, agora pela Justiça italiana, por participação no estupro de uma albanesa de 23 anos. O processo percorreu todas as instâncias até a definição da pena de nove anos, ratificada pelo Superior Tribunal de Justiça brasileiro neste ano – sem possibilidade de extradição por ele ser brasileiro nato.

Juristas apontam que o caso cria precedente para que sentenças estrangeiras de crimes sexuais sejam cumpridas no Brasil, mesmo sem tratados bilaterais específicos. Para vítimas, a decisão sinaliza um avanço no combate à impunidade em crimes contra a dignidade sexual.
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Crédito da imagem: Divulgação
