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Queda histórica leva risco-país da Argentina ao menor em 8 anos
BUENOS AIRES – A queda do risco-país para 499 pontos-base, menor patamar desde 2018, reacendeu nesta terça-feira (27) a possibilidade de a Argentina voltar a captar recursos nos mercados globais, movimento que poderia baratear crédito para empresas e aliviar a dívida externa.
- Em resumo: Índice rompeu barreira dos 500 pontos após sequência de compras de dólares pelo Banco Central e confiança na agenda de Javier Milei.
Por que o indicador despencou agora
Analistas atribuem a virada a três fatores: a acumulação de reservas internacionais, a valorização de títulos soberanos e a expectativa de continuidade do ajuste fiscal prometido pelo presidente ultraliberal Javier Milei. Só em janeiro, o Banco Central da República Argentina (BCRA) já comprou US$ 1,019 bilhão, elevando o estoque a US$ 45,740 bilhões – maior nível desde 2021.
Com mais dólares em caixa, o governo reduz a percepção de calote, refletida no risco-país calculado pelo JPMorgan EMBI+. Para efeito de comparação, o indicador do Brasil ronda os 180 pontos, e o do Equador, citado pelos operadores, gira em torno de 450.
“O mercado agora se pergunta quando será a vez de a Argentina retornar às emissões internacionais”, avaliou Juan Manuel Franco, economista-chefe do Grupo SBS.
O que muda para empresas e investidores
A referência de 499 pontos significa, na prática, que os títulos argentinos pagam 4,99 pontos percentuais acima dos Treasuries americanos de prazo equivalente. Se o índice cair aos 450 pontos, o custo de captação pode convergir para as taxas obtidas pelo Equador em dezembro – 8,75% para papéis de oito anos e 9,25% para 13 anos.
Empresas locais, que hoje dependem de crédito caro em pesos, passariam a enquadrar debêntures corporativas e financiamentos bancários a juros menores. Já o Tesouro argentino ganharia fôlego para alongar vencimentos de US$ 84 bilhões que se concentram entre 2025 e 2028, segundo o Ministério da Economia.

Especialistas lembram que a manutenção do índice próximo dos 500 pontos exige disciplina fiscal permanente. Relatório da corretora Cohen alerta que choques externos, como novas altas dos juros nos EUA, podem devolver o risco-país à zona dos 600 pontos em poucas sessões.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
