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Ouro rompe US$5.100 e expõe febre de desconfiança na economia
SÃO PAULO – A cotação internacional do ouro ultrapassou a marca inédita de US$ 5.100 por onça troy, consolidando um salto de quase 87% em apenas 12 meses e transformando o metal no termômetro mais visível das incertezas que cercam a economia global.
- Em resumo: preço recorde reflete fuga de capitais para ativos considerados “porto seguro”.
Por que o metal dispara em tempos turbulentos
A tradição de buscar ouro em cenários de crise ganhou força após a volta de Donald Trump à Casa Branca, quando se intensificaram disputas comerciais, sobretaxas e atritos geopolíticos. Segundo dados do Banco Central, apenas em 2025 os bancos centrais compraram 1.136 toneladas do metal, o maior volume desde 1967.
Analistas lembram que a valorização do ouro se retroalimenta: quanto maior a incerteza, maior a procura; quanto maior a procura, mais forte o sinal de instabilidade.
“A escalada é uma febre que denuncia algo errado no organismo da economia global”, avalia Sérgio Vale, economista do Instituto de Estudos Avançados da USP.
Reflexos no bolso e nas reservas brasileiras
No Brasil, o grama do metal supera R$ 900, puxando ETFs atrelados ao ouro e reacendendo o debate sobre diversificação de carteiras. Apesar do recorde, o metal ainda responde por apenas 0,6% das reservas cambiais brasileiras, bem abaixo da média de 16% dos países do G7.

Para especialistas, o cenário sugere cautela: “o ouro protege contra choques, mas não gera renda”, afirma Vale, lembrando que a Lei 4.595 permite ao Banco Central ajustar o mix de ativos conforme o risco externo.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS
