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Dívida pública dispara R$ 1,3 tri e bate maior alta em 8 anos
BRASÍLIA – A Dívida Pública Federal saltou 18% em 2025, alcançando R$ 8,635 trilhões, a expansão mais forte desde 2015 e superior ao avanço registrado no auge da pandemia de Covid-19.
- Em resumo: Selic em 15% elevou o custo dos títulos e adicionou R$ 1,3 trilhão ao estoque em apenas 12 meses.
Por que a conta explodiu?
Quase metade dos papéis emitidos pelo Tesouro está indexada à taxa básica de juros. Com a Selic cravada em 15% no ano passado, a apropriação de juros respondeu pelo maior fardo no balanço, confirmam dados do Banco Central.
Outros 26% seguem a variação do IPCA, o que mantém a curva de endividamento pressionada também pela inflação persistente.
“Não é o quadro primário que está impulsionando a dívida”, afirmou o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, ao apresentar o relatório anual.
O que esperar para 2026?
O Plano Anual de Financiamento de 2016, divulgado junto com o relatório, estabelece teto de R$ 10,3 trilhões e piso de R$ 9,7 trilhões para o fim de 2026. Na prática, o endividamento pode avançar até 19% em dois anos sem ferir o limite oficial.

Especialistas em contas públicas lembram que, há uma década, a dívida do governo consumia parcela menor do Orçamento. Hoje, cada ponto percentual nos juros representa bilhões extras em serviço da dívida, comprimindo espaço para investimentos e políticas sociais.
O que você acha? O patamar atual da dívida é sustentável ou exige ajustes imediatos nas contas públicas? Para mais análises sobre finanças, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
