29.6 C
Ceará
domingo, março 15, 2026

Dívida pública dispara R$ 1,3 tri e bate maior alta em 8 anos

Dívida pública dispara R$ 1,3 tri e bate maior alta em 8 anos

BRASÍLIA – A Dívida Pública Federal saltou 18% em 2025, alcançando R$ 8,635 trilhões, a expansão mais forte desde 2015 e superior ao avanço registrado no auge da pandemia de Covid-19.

  • Em resumo: Selic em 15% elevou o custo dos títulos e adicionou R$ 1,3 trilhão ao estoque em apenas 12 meses.

Por que a conta explodiu?

Quase metade dos papéis emitidos pelo Tesouro está indexada à taxa básica de juros. Com a Selic cravada em 15% no ano passado, a apropriação de juros respondeu pelo maior fardo no balanço, confirmam dados do Banco Central.

Outros 26% seguem a variação do IPCA, o que mantém a curva de endividamento pressionada também pela inflação persistente.

“Não é o quadro primário que está impulsionando a dívida”, afirmou o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, ao apresentar o relatório anual.

O que esperar para 2026?

O Plano Anual de Financiamento de 2016, divulgado junto com o relatório, estabelece teto de R$ 10,3 trilhões e piso de R$ 9,7 trilhões para o fim de 2026. Na prática, o endividamento pode avançar até 19% em dois anos sem ferir o limite oficial.

Especialistas em contas públicas lembram que, há uma década, a dívida do governo consumia parcela menor do Orçamento. Hoje, cada ponto percentual nos juros representa bilhões extras em serviço da dívida, comprimindo espaço para investimentos e políticas sociais.

O que você acha? O patamar atual da dívida é sustentável ou exige ajustes imediatos nas contas públicas? Para mais análises sobre finanças, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / G1

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
Últimas Notícias
Saiba Mais

Destaques de Agora