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sexta-feira, março 13, 2026

Atraso escolar em crianças de 6 a 10 anos supera pré-pandemia

Atraso escolar em crianças de 6 a 10 anos supera pré-pandemia

Atraso escolar em crianças de 6 a 10 anos supera pré-pandemia – Levantamento da Síntese de Indicadores Sociais, divulgado pelo IBGE na última quarta-feira (3), revela que apenas 90,7% dos alunos dessa faixa etária estavam na série adequada em 2024.

O resultado praticamente repete o de 2023 (90,8%), mas permanece cinco pontos abaixo de 2019, quando 95,7% das crianças cursavam o ano correto antes da pandemia de covid-19.

Indicador Tafel confirma retrocesso

A taxa ajustada de frequência escolar líquida (Tafel), usada pelo IBGE para medir atraso escolar, não foi computada em 2020 e 2021 pela suspensão das visitas domiciliares. Ao retornar, trouxe 91,9% em 2022 e, desde então, segue sem recuperar o patamar pré-pandemia.

Segundo a analista do instituto, Luanda Chaves Botelho, o atraso decorre, sobretudo, do ingresso tardio na pré-escola durante o isolamento social, efeito que ainda impacta as primeiras séries do ensino fundamental.

Metas do PNE estão distantes

Entre 11 e 14 anos, 89,1% dos estudantes encontravam-se no ano certo em 2024, superando os 87,4% de 2019, mas ainda abaixo da meta de 95% do Plano Nacional de Educação (PNE) para conclusão do fundamental aos 14 anos.

Na educação infantil, 39,7% das crianças de até 3 anos estavam em creches, ante a meta de 50%. Já na faixa de 4 e 5 anos, a frequência atingiu 93,5%, próxima da universalização. Dados do Ideb mostram que, quando a inserção precoce é garantida, a permanência nas séries corretas melhora nos anos seguintes.

Principais motivos para a não frequência

O estudo aponta que, entre os pequenos até 3 anos fora da escola, 59,9% ficaram em casa por decisão dos responsáveis e 33,3% esbarraram em falta de vagas. Para 4 e 5 anos, as porcentagens foram de 48,1% e 39,4%, respectivamente.

No recorte de 18 a 29 anos, a média de escolaridade subiu para 11,9 anos, mas ainda não alcança o alvo de 12 anos do PNE, refletindo desigualdades raciais e de renda: brancos estudam 12,5 anos, enquanto pretos e pardos registram 11,5.

Para acompanhar outras análises sobre ensino e políticas públicas, acesse nossa editoria de Educação.


Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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