Catto renasce como Vênus e inflama Teatro Riachuelo no Rio
RIO DE JANEIRO (RJ) – Na noite de 28 de janeiro, o Teatro Riachuelo lotou para presenciar o primeiro show carioca de “Caminhos selvagens”, espetáculo em que a cantora e compositora Catto assume, sem pudores, a persona de Vênus e reafirma sua liberdade criativa após o álbum homônimo de 2025.
- Em resumo: performance explosiva mistura erotismo, rock indie e referências clássicas em 90 minutos de catarse coletiva.
O poder de uma voz que recusou as fórmulas
Desde a abertura com “Eu não aprendi a perdoar”, Catto exibiu o alcance vocal que a projetou no álbum “Fôlego” (2011). A artista revisita fragmentos de sua trajetória, mas agora com a intensidade de guitarras conduzidas por Jojô Inácio e a bateria firme de Michele Abu.
O repertório autoral ganha nova vida em palco, recurso que acompanha a tendência de crescimento do mercado de shows no Brasil: segundo dados recentes do IBGE, a bilheteria de eventos culturais avançou 37% em 2025, impulsionada justamente por experiências imersivas como a de Catto.
“Caminhos selvagens é meu atestado de liberdade; não há censura que vença a honestidade artística”, declarou Catto diante dos gritos de “Gostosa” vindos da plateia.
Erotismo, cicatrizes e homenagens inesperadas
Entre baladas confessionais como “Eu te amo” e a incendiária “Para Yuri todos os meus beijos”, a gaúcha alternou doçura e provocação, fazendo do palco um território de gozos e batalhas emocionais. Até faixas consideradas menores no disco, caso de “Solidão é uma festa”, ganharam musculatura com a banda encorpada.

Consciente de que ainda é cedo para abandonar o êxito de “Belezas são coisas acesas por dentro”, Catto preservou três canções do tributo a Gal Costa – “Nada mais”, “Negro amor” e “Vaca profana”. O clímax veio com “Bad girl”, de Madonna, lembrando que a performer pode “ficar má” quando confrontada por hipocrisias, um recado direto aos conservadores.
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Crédito da imagem: Divulgação / Rodrigo Goffredo
